A Luta

Prefeitura promete atendimento, mas Bom Jesus tem serviços restritos

11/04/2019



Embora a Secretaria de Saúde de Porto Alegre tenha garantido, em nota, a manutenção dos atendimentos, o Pronto Atendimento Bom Jesus (PABJ) ficou com número insuficiente de médicos na madrugada desta quinta-feira (11), conforme verificado pelo Simers. Na recepção, um cartaz informava a restrição dos serviços. A falta de profissionais ocorreu após o encerramento, à meia-noite, do contrato com a empresa responsável pela contratação de parte dos médicos que atuam na unidade. 

Além de não assegurar a assistência, a gestão municipal desrespeitou a categoria ao afirmar que “o órgão municipal conta com oito médicos estatutários, que poderiam assumir a escala de transição, mas, ao serem chamados, se recusaram a auxiliar”. O Simers ressalta que a acusação é inverídica e grave. “Existem profissionais que se dedicam ao Bom Jesus há décadas e querem manter suas atividades e o atendimento aos seus pacientes. Os colegas estão apreensivos diante de tanta intransigência por parte da prefeitura. O prejuízo é para todos, servidores e população”, disse o presidente do Simers, Marcelo Matias.

O Simers alerta para os riscos de desassistência à população com a terceirização das unidades de saúde de Porto Alegre. Além do PABJ, o Pronto Atendimento Lomba do Pinheiro e o Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas (HMIPV) também podem ser administrados por terceirizadas, conforme as propostas do governo Marchezan. “O que aconteceu esta madrugada na Bom Jesus é uma prévia do que vai acontecer quando as unidades de saúde de Porto Alegre forem terceirizadas”, atenta Matias.

Simers aciona a Justiça para impedir precarização dos serviços nos PAs 

O Simers ingressou em juízo para impedir a precarização do atendimento de saúde em Porto Alegre. Por meio de uma ação civil pública, a entidade solicitou ao juízo da Fazenda Pública da Capital que impeça a prefeitura de prosseguir com os planos de transferir para organizações privadas a gestão dos pronto-atendimentos Bom Jesus e Lomba do Pinheiro.

Da mesma forma, o Simers postulou que a prefeitura seja impedida de celebrar qualquer contrato com objetivo de fornecer equipamentos, operação ou manutenção do novo Hospital Materno Infantil Presidente Vargas.


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