A Luta

Simers denuncia falta de medicamentos e alimentos no Hospital Universitário de Canoas

Dezenas de medicamentos, materiais, roupas e até mesmo alimentos estavam em falta na tarde desta quarta-feira (28), no centro obstétrico do Hospital Universitário de Canoas. Além da crise já instalada na saúde da cidade, mais uma instituição tem risco de desassistência. 

O Simers recebeu relatos de médicos denunciando também a superlotação da UTI neonatal, que resulta na transferência de pacientes em risco de parto prematuro, entre outros quadros graves. O bloqueio da agenda também fez com que pacientes internadas não passassem pela avaliação com especialistas. 

Prefeitura de Canoas comunicada

O Simers acionou diretamente a prefeitura, que é a contratante do serviço prestado pelo Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (Gamp) e tem o dever de exigir que o contrato seja cumprido. “Também repassamos a lista de medicamentos que estão em falta. Isso porque não há interlocução com o Gamp, que tem se mostrado ineficiente e incompetente na gestão.

Com toda a crise que já existe na saúde em Canoas, com os dois outros hospitais passando por um momento delicado, uma restrição dos atendimentos no centro obstétrico do HU, causado pelo desabastecimento, iria ampliar o caos.  Precisamos de medidas imediatas”, destacou a diretora do Simers Clarissa Bassin. 

Descaso com pacientes e profissionais

A consternação dos profissionais do HU é absoluta. Eles pedem providências urgentes, lembrando que os salários estão atrasados e não há perspectivas de pagamentos também do 13º. “Não nos sentimos seguros com tanta desinformação e tanto descaso com os pacientes e com o corpo clinico do hospital”, desabafou um dos médicos que atuam no local.

A responsabilização do Governo do Estado pela falta de repasses de valores para o hospital não encontra eco entre os médicos. “Somos funcionários do HU e quem assina nossa carteira é o Gamp, e não a prefeitura de Canoas ou o Governo do Estado. Sendo assim, não dependemos de repasses para receber nosso salário”, exigem os profissionais. 


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