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WhatsApp + Medicina: um caminho irreversível

O uso da tecnologia na interação médico-paciente é um caminho irreversível. O próprio Conselho Federal de Medicina (CFM) reconhece que “as mídias sociais se inserem nesse contexto evolutivo e têm mais aspectos benéficos que maléficos quando aplicadas dentro de rigorosos critérios de controle”. Mas quais são esses critérios? Até que ponto é possível utilizar esse recurso como forma de proporcionar assistência? Confira algumas respostas que podem ajudar.


1) O médico pode esclarecer dúvidas com outros médicos via WhatsApp?


Claro que sim. No entanto, vale lembrar que os grupos têm de ser formados exclusivamente por profissionais médicos e as mensagens precisam se destinar ao esclarecimento de dúvidas quanto a procedimentos da área. É o caso de discussões que demandem a intervenção de diversas especialidades. Além disso, é fundamental observar o sigilo das informações compartilhadas.


2) E trocar informações com o paciente utilizando WhatsApp, é permitido?


Sim. É permitida a troca de informações entre médicos e pacientes, desde que estes já tenham recebido assistência prévia. Ou seja, o uso da tecnologia é permitido para esclarecer dúvidas, tratar dos aspectos evolutivos do tratamento e repassar orientações ou intervenções de caráter emergencial. Sempre que necessário, oriente o paciente a retornar ao consultório.


3) É permitido tirar foto do paciente e encaminhar a pessoas que não sejam da área médica?


Isso não é permitido. As mensagens jamais podem fazer referência a casos clínicos que exibam o paciente e seus retratos em anúncios profissionais ou na divulgação de assuntos médicos. Inclusive, o CFM orienta que é proibido exibir pacientes em meios de comunicação em geral, mesmo quando eles autorizam a exposição.


4) O médico pode encaminhar foto de um paciente para discussão de caso?


Sim. Pode ser utilizado tanto para trocas individuais como em grupos – novamente, desde que formados exclusivamente por médicos. É necessário também observar o sigilo do paciente, que não pode ser quebrado.


ATENÇÃO

Todas as regras buscam resguardar a importância da consulta presencial, que não pode ser substituída pelas interações meramente digitais. A tecnologia vem para complementar o tratamento e não para afastar o médico de seus pacientes.


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