A Luta

Simers busca respostas sobre a intervenção da Prefeitura de Canoas nas unidades administradas pelo Gamp

12/12/2018


Fernando Ritter apontou alguns dos próximos passos. Foto: Divulgação/Simers
Fernando Ritter apontou alguns dos próximos passos. Foto: Divulgação/Simers


A busca de um adiantamento de R$ 30 milhões junto ao Governo Federal. Em reunião realizada na tarde desta quarta-feira (12), essa foi a principal aposta apresentada pela Prefeitura de Canoas para regularizar os pagamentos de funcionários e fornecedores das unidades até então administradas pelo Grupo de Apoio à Medicina Preventiva (Gamp). A informação foi passada por Fernando Ritter, um dos representantes do Executivo municipal no processo de transição determinado pela Justiça, que deve se estender ao longo de 180 dias. 

“Nossa torcida é para que o encontro entre o prefeito Busato e o presidente Michel Temer possa levar à liberação do valor e que aconteçam mudanças reais no modo como a gestão da Saúde é feita”, destacou a diretora do Simers Clarissa Bassin. Para ela, é importante que exista mais fiscalização, seja durante o período de intervenção ou após nova licitação.

A realização do encontro foi definida em assembleia realizada na noite da última terça-feira (11), no Simers, como forma de buscar respostas, diante do momento de incertezas vivido pelos médicos.

Risco de desassistência

Uma das preocupações levadas pelo Simers à reunião é a manutenção dos estoques de medicamentos e alimentação. Segundo relatos, eles não devem durar mais do que dois dias sem reposição. 

Também foi abordado o quadro de restrição nos atendimentos, gerado pela insuficiência de profissionais e de materiais. Uma das consequências é um tempo maior de espera por parte do paciente e o aumento da violência - especialmente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Rio Branco. “Por isso, a Guarda Municipal já foi acionada para fazer rondas mais frequentes no local”, explicou Clarissa. 

Irregularidades no pagamento

Os problemas deixados pela administração irregular do Gamp também preocupam os médicos. Além dos atrasos nos pagamentos, existem incoerências entre o número de horas trabalhadas, o que mostra o contra cheque e o valor, de fato, recebido.  

Ritter indicou que aqueles que estão prejudicados devem procurar o novo diretor de recursos humanos para regularizar a questão.

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