A Medicina

Simers lamenta fechamento de plantões policiais em hospitais de pronto socorro da Capital

24/04/2019

A desativação dos serviços de plantão policial no Hospital de Pronto Socorro (HPS) e no Hospital Cristo Redentor (HCR), em Porto Alegre, causa preocupação no Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers).

Na avaliação da entidade, a medida implementada na última segunda-feira (22/4), vai na contramão das demandas das instituições. “Ao invés de desativá-los o ideal seria reforçá-los, pois eles são importantes para o funcionamento dos hospitais”, afirma o vice-presidente do Simers, Edson Machado.



Para o dirigente, a presença do plantão nos hospitais garante agilidade operacional nas ocorrências em que o registro policial é indispensável, situações corriqueiras na rotina de um pronto socorro, como acidentes de trânsito e atendimento a vítimas de violência. Agora, além dos cuidados com os pacientes, o hospital terá que acionar as autoridades de segurança a cada nova ocorrência.

Além disso, os plantões policiais no HPS e no Cristo Redentor se tornaram referências para pacientes e funcionários dos hospitais, que se sentem mais seguros com sua presença. Machado destaca que, em especial nos casos de violência, as vítimas internadas ou em atendimento estarão totalmente desprotegidas quanto à uma eventual nova investida dos agressores.

“Nos dois hospitais são registradas diariamente várias situações que exigem a intervenção ou o registro policial. E os plantões sempre foram eficazes neste atendimento. Esperamos que a secretaria revise essa medida”, pondera Machado.

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