A Luta

Canoas: problemas no Hospital Nossa Senhora das Graças colocam a população em risco

Simers se reuniu com o Corpo Clínico do HNSG na última quarta-feira (10). Foto:Guilherme Tubino/Simers
Simers se reuniu com o Corpo Clínico do HNSG na última quarta-feira (10). Foto:Guilherme Tubino/Simers


A situação do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), em Canoas, segue calamitosa. Isso porque faltam insumos básicos e diversos medicamentos, como antibióticos, fazendo com que o quadro clínico dos pacientes piore a cada dia. O cenário é tão dramático, que pessoas pararam, por até mais de uma semana, o tratamento de quimioterapia pela falta de medicação. É realmente uma situação de muita gravidade que vem colocando a saúde da população em risco. Além disso, os atendimentos ambulatoriais e eletivos estão restritos pela falta de pagamento aos PJs do hospital, que representam mais de 40 especialidades médicas e 70% dos pacientes atendidos por esses profissionais é via SUS. São atrasos de até 12 meses como, por exemplo, nas áreas de gineco obstetrícia e radiologia. O problema está instalado no Graças desde o início do ano e a gestão sinaliza que não existe previsão de pagamento.

A gestão do Graças alega que as dificuldades de pagamentos estão diretamente relacionadas à falta de repasse e a diminuição de incentivos por parte da prefeitura. Por outro lado, no contrato do município com a mantenedora do hospital está previsto verbas distintas por cada tipo de serviço prestado na instituição, significando verba garantida aos médicos. Os profissionais não estão recebendo verbas do SUS e nem dos convênios.

Desde a reunião na terça-feira passada (02/10), com o Simers, a administração do HNSG não respondeu o ofício da entidade médica sobre a previsão de um cronograma de pagamentos e outras questões imediatas.

Para o diretor do Simers Jorge Eltz o cenário em que hospital se encontra  vem colocando a vida das pessoas em risco.“ Trata-se de uma situação extremamente preocupante, pois a população está desassistida, sem poder fazer cirurgias eletivas e outros procedimentos. Isso não pode continuar porque muitas pessoas estão tendo a saúde colocada em risco. Nós vamos pressionar as autoridades responsáveis para que esses problemas graves sejam resolvidos rapidamente”, afirma Eltz.

O Simers irá agendar reunião com Ministério Público para denunciar o caso. Também vai se reunir com a gestão municipal para debater a situação.

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