A Medicina

Soluções inovadoras que salvam vidas: um resumo do TEDMED Live 2018 Simers

19/11/2018

O evento reuniu médicos associados ao longo de todo o sábado. Foto: Felipe Nogs/Agência Preview

O evento reuniu médicos associados ao longo de todo o sábado. Foto: Felipe Nogs/Agência Preview

Um dia para conhecer e compartilhar ideias e tecnologias que estão transformando a Medicina ao redor do mundo. Assim foi o TEDMED Live 2018 Simers, realizado no último sábado (17) no Hotel Sheraton, em Porto Alegre.

Dividido em quatro sessões, o evento fez a transmissão exclusiva das palestras do TEDMED que ocorreram em Palm Springs, nos Estados Unidos, entre os dias 14 e 16 de novembro. Além disso, trouxe os médicos Luciano Eifler, Gisele Lobato e Gilberto Schawartsmann como speakers locais para comentar os temas e oferecer insights sobre a realidade local.  

Sessão I

Ideias criativas para melhorar os sistemas de saúde foi o tema da Sessão I, que trouxe como uma de suas palestrantes a médica e ativista Denisse Rojas Marquez. Ela cresceu nos Estados Unidos como imigrante ilegal e contou como sua experiência ajudou a dar suporte a pessoas na mesma situação. “Por isso criei o Free Help Dreamers. A nossa missão é ajudar estudantes sem documentos a perseguirem uma carreira na saúde e na ciência".

Para a nefrologista e diretora do Simers Gisele Lobato, as falas dos palestrantes sobre dificuldades e a falta de recursos representam uma realidade premente no Brasil. “Felizmente, também fica a mensagem de que a doação e a criatividade podem fazer a diferença”.  

Sessão II

"Nós podemos não perceber, mas já temos vários robôs nas nossas vidas: no carro, na casa, nos hospitais, com robôs cirurgiões fazendo incisões mais precisas”. Foi com essa provocação que a designer robótica Katheleen O’Donnel abriu a Sessão II do TEDMED Live 2018 Simers, voltada às tecnologias que prometem revolucionar tratamentos e beneficiar pacientes.

E isso já acontece até mesmo por aqui, conforme mostrou o cirurgião geral Luciano Eifler em sua fala. “Quem aqui nunca se deparou com um caso difícil de diagnosticar? Em lugares com poucos recursos, podemos usar a telemedicina para conectar essas localidades com especialistas e a alta complexidade”, exemplificou.

Sessão III

As doenças infecciosas e o cérebro estão diretamente conectados – e a Sessão III trouxe pesquisas que mostram justamente isso. “Vírus aparecendo em lugares inesperados. Isso está acontecendo com cada vez mais frequência. Por isso, não podemos esperar pela próxima infecção. Pode ser que não tenhamos tanta sorte. Epidemias como a gripe espanhola são eventos raros, mas que podem acontecer", destacou o investigador de doenças infecciosas Daniel Streicker.

Ao comentar o assunto, Gisele afirmou que “vendo as palestras, nos damos conta de algo surpreendente: ao mesmo tempo em que a infectologia luta para combater as bactérias, ficamos pasmos em como podem ser nossas aliadas”.  

Sessão IV

Para fechar o dia, a Sessão IV mostrou como o nosso comportamento e as nossas reações são capazes de afetar a saúde. Com uma analogia entre o desespero de estar em um avião com sinais de pane e a descoberta do câncer, o médico Steve Pantilat deu início a sua fala sobre cuidados paliativos. "Mesmo assim, há muito o que podemos fazer para endireitar o avião. Você não vai mais sentar e ler seu livro. Talvez você tenha que ser o copiloto e o seu destino seja diferente. Mas ainda existe a possibilidade de tomar o controle".

Ao fim das transmissões, Schwartsmann resumiu o evento e relembrou as principais ideias trazidas. “Após todas as palestras, a mensagem que quero deixar aqui é a consciência de que temos que nos preparar, cada vez mais, para atender melhor. Isso exige deixar de lado a vaidade e termos mais maturidade”, finalizou. 


  

  

  




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