Abertura de leitos lidera Campanha Desejos para Saúde em Porto Alegre
A Luta

Abertura de leitos lidera Campanha Desejos para Saúde em Porto Alegre

O recado da população de Porto Alegre é claro. Aumentar a rede de leitos do Sistema Único da Saúde (SUS) foi apontado como anseio mais votado na Campanha Desejos para a Saúde, plataforma digital inédita lançada pelo Sindicato Médico do...

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05/09/2016 15:51

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Candidatos a prefeito recebem Dossiê da Saúde (João Mattos/Divulgação/SIMERS)
O recado da população de Porto Alegre é claro. Aumentar a rede de leitos do Sistema Único da Saúde (SUS) foi apontado como anseio mais votado na Campanha Desejos para a Saúde, plataforma digital inédita lançada pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) para captar as prioridades da população. Além de Porto Alegre, moradores dos demais municípios (476) do Rio Grande do Sul também elegeram seus anseios. A população foi convidada a indicar três desejos. Mais de 145 mil votos foram computados entre 21 de julho e 30 de agosto pela plataforma. Abertura de leitos teve 10,76% da votação, seguida por agilidade no atendimento (10,1%) e melhor infraestrutura na saúde pública (9,76%) lideraram os anseios da Capital. O pedido para abrir leitos reforça o impacto do corte de vagas. Foram suprimidos 431 leitos entre julho de 2015 e julho de 2016. Um dos efeitos diretos desse enxugamento é a superlotação crescente das emergências em hospitais e postões, pauta diária da Imprensa. O encontro com os candidatos a prefeito de Porto Alegre, nesta segunda (5/9), abre oficialmente a entrega dos resultados a quem disputa a sucessão. Um dossiê completo com um diagnóstico de problemas e propostas para ajudar a melhorar a saúde faz parte da ação da entidade. “Estabelecemos um canal direto com as pessoas. Agora vamos buscaras melhorias”, diz a vice-presidente do SIMERS, Maria Rita de Assis Brasil. Maria Rita reforçou que este ano o diferencial na interlocução com os candidatos foi trazer as demandas da população. "Mais importante é que elas coincidem com o que os médicos já vêm apontando." Em Porto Alegre, o Sindicato lembra ainda que já há maior demanda por atendimento pela população desempregada que ficou sem plano de saúde. Ao lado disso, 15,4% da população da Capital tem 60 anos ou mais (Censo 2010), número que é crescente e exigirá cada vez mais serviços e profissionais para os cuidados. No dossiê da saúde, a entidade aponta um conjunto de temas que mais preocupam, da rede de atendimento, segurança e quadro de pessoal. Como foi a votação em todos os itens da campanha:
  • Aumento nos leitos em unidades de saúde pública: 10,76%
  • Agilidade no atendimento: 10,10%
  • Melhor infraestrutura na saúde pública: 9,76%
  • Agilidade para realização de procedimentos: 9,05%
  • Valorização dos profissionais de saúde pública: 8,91%
  • Medicamentos para a população: 8,07%
  • Melhoria na segurança nas unidades de saúde: 7,58%
  • Aumento nas unidades de saúde pública: 6,52%
  • Disponibilidade de especialistas no SUS: 5,84%
  • Agilidade para realização de exames: 5,50%
  • Melhores condições de trabalho para os profissionais do SUS: 5%
  • Contratação de mais profissionais para o SUS: 4,76%
  • Melhoria na estrutura de atendimento para saúde mental: 3,45%
  • Melhora no atendimento e cobertura dos convênios médicos: 2,05%
  • Aumento da frota de ambulâncias: 1,47%
  • Melhor estrutura de apoio aos familiares de pacientes: 1,19%
  • DOSSIÊ DA SAÚDE: Os principais problemas em Porto Alegre Leitos: Levantamento do SIMERS apontou que foram suprimidos 431 leitos entre julho de 2015 e julho de 2016. Além da - redução de 280 leitos que é mostrada pelo Cadastro Nacional de Estalecimento de Saúde (CNES), do Ministério da Saúde, no período, o SIMERS contabilizou151 vagas do Hospital Parque Belém que aparecem como ativas no sistema federal, mas na prática não são ofertadas. Números: eram 5.557 leitos pelo SUS em julho de 2015, que passaram a 5.277 emjulho 2016 (dados do CNES), queda de 5%. Ao retirar os 151 leitos do Parque Belém, o número de leitos cai a 5.126, ou -7,7%. Hospitais que cortaram vagas: Santa Casa de Misericórdia (232 leitos,-28%), e Hospital Beneficência Portuguesa (38 leitos, -34,5%). Outros problemas: - Unidades de Estratégia de Saúde da Família: cobertura de 48,59% da população. - Atendimentos em Pronto Atendimento: mais de 70% das consultas não são de urgência e poderiam ser resolvidas em postos. - Informatização: problemas técnicos, falta de atualização do sistema e falta de rede conectada com central para agendamento. - 28 mil pessoas esperam consultas com especialistas: Ortopedia, Oftalmologia, Neurologia e Otorrinolaringologista são as mais requisitadas. - Vistorias do SIMERS apontam principais problemas nos postos: número insuficiente de médicos (58%), falta medicamentos (51%), móveis deteriorados e espaço físico perqueno (55%), ventilação precária (100%), sem vacinação por falta de geladeira (67%), presença de animais e insetos – ratos, pulgas, mosquitos e baratas (77%) e infiltração (89%). - Saúde mental: leitos e serviços ambulatoriais insuficientes, pacientes ficam em colchonetes no chão em emergências, em afronta aos direitos humanos. - Segurança: ocorrências crescem 115% em 2015, chegando a 22 casos. Em 2016, até fim de agosto, foram 11 casos, com violência crescente. - Carreira médica: falta de plano de carreira que garanta valorização dos profissionais. Medidas vão de proporcionalidade na remuneração por jornada (20h, 30h e 40h), pagamento de insalubridade a todos os médicos e condições de trabalho.
    Tags: prioridades população Eleições SUS Saúde pública

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