
O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) esteve em Candelária nesta quinta-feira, 27, para visitar unidades de saúde e o Hospital do município. A agenda foi acompanhada pelo diretor da Região Central do Simers, Marcos André dos Santos, que conversou com médicos e ouviu demandas relacionadas às condições de trabalho.
Na Unidade Básica de Saúde (UBS) que abriga as Estratégias de Saúde da Família (ESFs) Rincão e União Rural, os médicos relataram que os pagamentos estão em dia. A unidade, recentemente reformada, não conta com vigilância e, em caso de necessidade, os profissionais precisam acionar a Brigada Militar. Não foram relatados episódios graves de violência, mas há registros de agressões verbais. Os médicos também destacaram a ausência de um responsável técnico (RT) médico no município, o que dificulta alguns processos da Atenção Primária.
A equipe também visitou a UBS Antônio Rodrigues da Silva, onde uma profissional relatou episódios de violência e ameaças frequentes, que já exigiram o acionamento da Brigada Militar. A unidade não possui porteiro ou vigilante, apesar de contar apenas com mulheres na equipe. Na UBS Irene da Silva Oliveira, os médicos também relataram pagamentos em dia e apontaram as dificuldades relacionadas ao perfil de vulnerabilidade social da população atendida.
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Problemas no Hospital
Durante a tarde, a equipe do Simers esteve no Hospital de Candelária, que atende o município de cerca de 30 mil habitantes e também é referência em cirurgia geral para cidades do entorno, como Vale do Sol e Vera Cruz. Os médicos relataram ameaças frequentes e confirmaram a realização de diversos boletins de ocorrência. Além disso, apontaram baixos salários em comparação com outros hospitais da região.
O Sindicato também verificou problemas na escala médica. No dia da visita, havia profissional para atender emergência, as consultas e os pacientes internados. Atualmente, aproximadamente dez médicos atuam na instituição.
Também foram relatadas dificuldades para a solicitação de exames e intervenções na autonomia médica, como em pedidos de tomografia para pacientes da emergência que necessitavam do procedimento. Os profissionais ainda mencionaram a frequência de visitas de vereadores à unidade, que seriam percebidas como uma forma de intimidação aos trabalhadores.
“A situação está muito grave. Vamos atuar o mais breve possível para resolver a situação do corpo clínico da instituição”, afirmou o diretor do Simers.
O Sindicato vai manter o diálogo com o corpo clínico do Hospital de Candelária para aprofundar a apuração das situações identificadas e acompanhar os encaminhamentos.
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