O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) apresentou aos médicos de Canoas o retorno recebido da prefeitura sobre os pagamentos dos profissionais dos hospitais Universitário (HU), Nossa Senhora das Graças (HNSG) e de Pronto Socorro (HPSC). O relato foi feito pelo presidente do Simers, Marcelo Matias, que admitiu aos presentes à Assembleia Geral Extraordinária (AGE), realizada na segunda-feira, 24, querer ter melhores notícias. “A prefeitura está vinculando os pagamentos em dia ao Plano Operacional (PO) dos hospitais, por isso, argumentou que há condições de realizar os pagamentos apenas dos médicos do HU, que está executando toda a operação. O Município alega não estar recebendo os recursos necessários para honrar os compromissos”, relatou.
Segundo Matias, a prefeitura diz que os recursos são recebidos dos governos Federal e Estadual conforme o atendimento é executado. Reduzindo o número de leitos, os valores também deixaram de ser pagos pelas duas esferas administrativas, comprometendo a capacidade de pagamento. Desta forma, o Município admite que precisa de mais 60 dias para organizar o PO dos hospitais, e então, passar a pagar os médicos dos dois hospitais.
Plantões por hora
Os profissionais alegaram que os plantões foram cumpridos e que não são contratados por números de atendimento e sim por número de horas, afinal, uma emergência precisa estar com plantonistas de prontidão exatamente para casos urgentes e graves, que não são previsíveis. O presidente Marcelo Matias reforçou que quando o médico faz um plantão, especialmente uma emergência, ele ganha por horas e não por produção. “O médico tem que receber a despeito de ter operado ou não”, pontua.
Matias informa ainda que está discutindo a estadualização do HPS de Canoas, por não enxergar possibilidade de solução diante do que vem sendo apresentado. “Vou debater este assunto com o Estado”, comprometeu-se.
Nesta terça-feira, 25, o Simers está encaminhado ofício a todos os órgãos envolvidos para notificar que a categoria não aceitou a proposta e já antecipar que os médicos pretendem avaliar possível restrição aos atendimentos. Essa pauta será deliberada formalmente em assembleias que serão convocadas para a próxima quinta-feira.
Também está sendo agendada reunião com a secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, para relatar a situação em Canoas, entregar relatório com depoimento dos médicos e das condições de trabalho dos hospitais, UBS e bases do SAMU no município de Canoas, documento já entregue ao prefeito de Canoas, Airton Souza, e requerer a intervenção do governo no HPSC.
Proposta da prefeitura
HU: oferece pagamento em dia para este ano e o atrasado de dezembro não está formalizado na proposta, mas a prefeitura mesmo tinha se comprometido anteriormente em pagar o valor em cinco parcelas.
HPS e HNSG: pagamento começará a ser feito em 60 dias, após adequação do Plano Operacional. Médicos dessas instituições já estão sem receber há três meses.
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