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O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) participou, nesta terça-feira, 2, de reunião do Comitê Estadual de Saúde RS/CNJ, no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Na pauta, a situação dos médicos reguladores que são intimados pela Justiça para dar explicações sobre eventuais negativas de vagas.
O diretor do Simers Ricardo Pedrini Cruz participou da reunião, acompanhado das assessorias jurídica e de relações governamentais. Em sua fala, explicou o contexto que pressiona cada vez mais o sistema público de saúde, resultando em uma demanda que excede muito a capacidade de atendimento. “Há cinco anos, tínhamos em torno de 200 pacientes aguardando leitos. Hoje, são entre 400 e 500”, pontuou.
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No entanto, frisou que nada disso deve recair sobre o médico regulador, que já atua sob alta demanda e acaba sobrecarregado. “Entendemos que as pessoas devam, sim, buscar seus direitos, mas relembramos que a falta de recurso e dos meios não é responsabilidade do profissional. O médico regulador é tão vítima quanto quem aguarda leito. Ele trabalha, dentro das limitações que lhe são impostas, para que os pacientes cheguem ao destino correto”, explica Pedrini.
O Comitê de Saúde RS/CNJ foi criado a partir das diretrizes estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para aprimorar a gestão das demandas judiciais relacionadas à saúde. O encontro foi o primeiro movimento do Sindicato com o intuito de colocar o problema em discussão. “Foi uma reunião expositiva, não exatamente deliberativa. Ainda precisaremos de outros encontros para tentar propor melhorias”, conclui o diretor.
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