Derrubando estigmas: precisamos falar de saúde mental
A Luta

Derrubando estigmas: precisamos falar de saúde mental

Conceitualmente, a saúde mental é o termo usado para descrever o nível de qualidade de vida cognitiva ou emocional de um indivíduo. Pode significar também o estado de bem-estar no qual uma pessoa consegue desempenhar suas habilidades, lidar com as...

Compartilhe

18/04/2017 08:00

window-view-1081788_960_720   Conceitualmente, a saúde mental é o termo usado para descrever o nível de qualidade de vida cognitiva ou emocional de um indivíduo. Pode significar também o estado de bem-estar no qual uma pessoa consegue desempenhar suas habilidades, lidar com as inquietudes da vida, sendo capaz de trabalhar de forma produtiva e contribuir para a sua comunidade. Transtornos de saúde mental e comportamental atingem cerca de 23 milhões de brasileiros, conforme levantamento apresentado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2013. De acordo com a entidade, entre as ocorrências, pelo menos 5 milhões correspondem aos níveis de moderado a grave. Nos últimos 11 anos, a oferta de leitos psiquiátricos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) diminuiu em quase 40%. De acordo com o diretor tesoureiro e superintendente técnico da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e presidente da Associação Psiquiátrica da América Latina (APAL), Antônio Geraldo da Silva, foram fechados 85 hospitais e quase 16 mil leitos psiquiátricos ao longo deste período, bem com o não existem medicamentos psicotrópicos nas Farmácias Populares disponíveis para a população. Para agravar o cenário de degradação da saúde mental, o preconceito é a maior barreira para o conhecimento acerca das doenças mentais, reflete Silva. “O medo é fruto deste preconceito, que só pode ser combatido com a informação correta. Pessoas com doenças mentais, desde que tratadas adequadamente, podem ter uma vida considerada normal”, garante. A diretora de exercício profissional da Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul (APRS), Ana Tietzmann, corrobora e aponta que este fator, somado a dificuldade de acesso, resultam em falta de assistência ao paciente. O primeiro problema é o estigma com a doença mental e com a figura do psiquiatra, ainda muito presente na sociedade, bem como a falta de informações. O segundo é a dificuldade de acesso aos serviços que garantam o tratamento efetivo. “Praticamente todos os transtornos mentais e comportamentais possuem um tratamento que vai garantir qualidade de vida ao paciente. Estamos evoluindo, mas ainda enfrentamos o obstáculo do estigma e preconceito, assim como os sérios problemas de gestão pública da saúde mental, que prejudicam a entrada na rede”, afirma. Campanha contra o preconceito A ABP divulga, desde 2011, uma campanha contra a psicofobia, que é o preconceito contra os padecentes de doença e deficiência mental. “Desta forma, procuramos levar à população informações corretas através dos meios de comunicação, como estamos fazendo aqui, mostrando que o tratamento e o acompanhamento são imprescindíveis para a qualidade de vida de todos os cidadãos, sempre em busca da melhor assistência em saúde mental que pudermos oferecer”, considera o representante da ABP.
Tags: saúde mental OMS ABP

Aviso de Privacidade

O Simers utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para melhorar a experiência de usuário. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.

Ver Política