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FOTOS: Laura Ballardin/ Agência Preview
Uma noite de aprendizado, integração e troca de experiências reuniu no Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul (MUHM), em parceria com o Núcleo de Ginecologia e Obstetrícia do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), profissionais da Mastologia na noite desta quarta-feira, 21. Em alusão ao Outubro Rosa, especialistas abordaram a trajetória da especialidade no RS, o cenário atual e as perspectivas para o futuro na prevenção e tratamento dos tumores de mama.

Ao dar início ao evento, o vice-presidente da Associação dos Amigos do MUHM (AAMUHM), diretor do Simers e coordenador do Núcleo de Psiquiatria do Sindicato, Ricardo Nogueira, destacou a relevância do tema. “Desejamos que todos saiam daqui como multiplicadores para que a campanha Outubro Rosa alcance cada vez mais mulheres”, disse Nogueira. A abertura também contou com a diretora-executiva e diretora de Políticas Estratégicas do Simers Márcia Barbosa. “É com muita satisfação que recebemos os profissionais para a troca de conhecimento sobre prevenção e tratamento ao câncer de mama”, destacou Márcia Barbosa.
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Mastologista, ginecologista e obstetra Carlos Matzenbacher abordou a história da Mastologia no RS.
Três palestras integraram o evento. O mastologista, ginecologista e obstetra Carlos Matzenbacher abordou a história da Mastologia no RS, trazendo relatos e fotos desde o primeiro Congresso Brasileiro de Patologia Mamária, ocorrido no Rio de Janeiro em 1971. “Trago o registro em ata, que mostra as assinaturas dos médicos na fundação da regional RS da Sociedade Brasileira de Mastologia, em 12 de setembro de 1975. A entrada oficial do RS na Entidade", citou Matzenbacher, mostrando a fotografia da ata.
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José Luis Pedrini falou da especialidade na atualidade.
Na sequência, o mastologista José Luis Pedrini falou da especialidade na atualidade. “Nunca se curaram tantas pessoas com câncer de mama como atualmente. Mas é sempre importante destacar que nada substitui o diagnóstico precoce e o tratamento adequado. Cirúrgico, principalmente, mas também químico, com drogas que atingem o tumor sem lesar seriamente a paciente. Muitas vezes nem o cabelo precisa cair”, abordou Pedrini.
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Michela Marczyk palestrou sobre o futuro da Mastologia.
Coube à mastologista Michela Marczyk falar do futuro. A especialista abordou pesquisas sobre futuras vacinas, desenvolvimento de medicações e de estudos a respeito de exames que poderão indicar probabilidade de desenvolver o câncer. “A paciente não tem câncer. Mas o teste pode indicar se em cinco anos ela tem mais ou menos chances do que outras mulheres de ter a doença. O resultado considera a imagem da mama, risco individual das pacientes e o rastreamento individualizado”, disse Michela. Apesar de abordar os avanços que estão por vir, a médica destacou a necessidade de a mulher fazer a mamografia, disponível há décadas, mas que ainda nem sempre é feita, e de se ampliar o acesso a tratamentos já disponíveis.

Ao final, o evento contou com espaço para perguntas. Também ocorreu a entrega de brindes aos palestrantes e a participantes.
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