As condições de trabalho dos médicos e a estrutura dos serviços de saúde de Piratini foram acompanhadas pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) durante visitas realizadas nesta terça-feira, 21. A agenda, coordenada pela diretora da Região Sul, Renata Jaccottet, incluiu o Hospital de Caridade Nossa Senhora da Conceição e as unidades de Estratégia Saúde da Família (ESFs) Jabu da Luz e Padre Zomar Garcia.
No Hospital de Caridade Nossa Senhora da Conceição, os médicos relataram que o ambiente de trabalho é positivo, os salários dos profissionais contratados como pessoa jurídica (PJ) estão em dia e não há falta de materiais. Entre os principais desafios, estão a dificuldade para encaminhamento de pacientes aos serviços de referência, especialmente em Pelotas, além de episódios de violência envolvendo pacientes que buscam atendimento imediato e da alta demanda por receitas de medicamentos para pacientes psiquiátricos. Os profissionais também elogiaram a presença do Simers na unidade.
A unidade hospitalar realiza atendimento eletivo para pacientes de 22 municípios encaminhados pelo Sistema de Regulação de Consultas Especializadas do SUS (Gercon) e efetua cerca de 100 cirurgias por mês, contando com especialistas em diversas áreas.
Na ESF Jabu da Luz, os médicos avaliaram positivamente as condições de trabalho, destacando que nunca houve falta de materiais ou medicamentos e que a rotina de atendimento ocorre de forma tranquila. A unidade conta com cinco médicos e atende, em média, 20 pacientes por profissional ao dia, com foco na Atenção Primária, gestantes e idosos, além de oferecer atendimento odontológico.
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Já na ESF Padre Zomar Garcia, profissionais relataram que as condições de trabalho são precárias e destacaram a alta demanda da unidade, responsável por uma população de aproximadamente 4 mil pessoas. Com duas equipes e duas médicas, o posto realiza cerca de 50 consultas diárias por médico, além de visitas domiciliares e atendimento odontológico.
Apesar das dificuldades estruturais, os profissionais afirmaram que o acesso a consultas especializadas e exames ocorre com agilidade e observaram que, por se tratar de um município de pequeno porte, questões políticas locais acabam influenciando a relação de parte da população com os serviços de saúde.
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