
A conselheira do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) Lúcia Osório participou, nesta quinta-feira, 29, de uma reunião com a direção do Instituto Maria Schmitt (Imas), que assumiu a gestão do Hospital Nossa Senhora dos Navegantes (HNSN), em Torres, no Litoral Norte. Na agenda, a entidade médica cobrou esclarecimentos sobre a situação contratual e salarial dos médicos que atuam na instituição.
As assessorias jurídica e de relações governamentais do Sindicato também acompanharam o encontro. A equipe do Simers foi recebida pelo diretor-executivo do Imas, Francisco Paiva, pelo diretor-geral, Cesar Santos, pelo diretor-técnico, Noslen Rodrigues de Souza, e pelo gerente assistencial, Taciano Ribas.
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Em setembro, a Justiça determinou a intervenção estadual no HNSN, que, até então, era gerido pelo IBSaúde. O Simers recebeu relatos de médicos da Cirurgia Geral com pendências de honorários desde junho, além de atrasos envolvendo a Ginecologia e Obstetrícia e outras equipes médicas. Desde o dia 21 de outubro, a instituição está sob a gestão do Imas, mas ainda restam dúvidas sobre os honorários em aberto deixados pelo IBSaúde.
Recomposição

De acordo com Francisco Paiva, para conter a desmobilização dos profissionais e recompor a assistência, a nova administração optou por eliminar empresas intermediárias e propor contratos diretos com as PJs dos próprios médicos. Com a contratação direta, o Imas pretende assegurar que a totalidade dos valores chegue aos prestadores.
Sobre a regularização do fluxo de pagamentos, a diretoria explica que estabeleceu uma rotina com fechamento de produção no início de cada mês e quitação das notas em até 20 dias. Os depósitos são previstos em torno do dia 25 do mês subsequente ao trabalhado. Dessa forma, a escala proporcional dos dez dias finais de outubro será quitada já no final de novembro.
O Simers continuará atuando pelo ressarcimento dos valores devidos aos médicos referentes a meses anteriores, com apoio da prefeitura e do Ministério Público.
Mais leitos
O plano de expansão eleva a capacidade do hospital de pouco mais de 80 para 109 leitos, mediante a transferência de setores administrativos para áreas ociosas e a liberação de salas já equipadas com rede de oxigênio.
No centro cirúrgico, a contratação de novos técnicos de enfermagem e o reforço no fornecimento de insumos visam viabilizar uma meta de até 20 procedimentos diários.
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