A diretora do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) Débora Espírito Santo e a integrante do Núcleo de Pediatria da instituição Maria Dolores Bressan participaram de audiência pública da Comissão Especial de Apoio às Maternidades e UTIs Neonatais. Conduzida pelo deputado estadual Thiago Duarte, a sessão no Plenarinho da Assembleia Legislativa foi realizada na noite de terça-feira, dia 17.
Entre os temas abordados, foram citados entraves para o preenchimento de escalas e dificuldades estruturais enfrentadas pelos hospitais da região. Outro ponto discutido foi a precarização dos contratos médicos com a “pejotização”. A diretora Débora Espírito Santo, que também é coordenadora do Núcleo de Ginecologia e Obstetrícia, mencionou alguns exemplos de hospitais que vêm enfrentando este tipo de problema.
“Temos o exemplo da Região Metropolitana, onde não estamos conseguindo preencher as escalas do HU (Hospital Universitário), do Centenário e assim por diante”, frisou a diretora.
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Maria Dolores Bressan também expressou sua consternação pelos atrasos em pagamentos de colegas:
“Sou pediatra há 30 anos e há muito tempo que me comove essa situação, porque vejo todos os dias os colegas indo até o Simers, ao Cremers, até as entidades, solicitando ajuda, porque todo mundo tem contas para pagar, todo mundo quer o seu salário e eles não recebem. É difícil entender como esse dinheiro não chega na ponta. Quero dizer a todos vocês que nós estamos muito atentos a isso, e o Simers vai continuar lutando para defender todos os médicos em todas as situações”.
Durante a sessão também foi debatida a importância de uma uniformização de protocolos para melhorar os índices de aproveitamento nas UTIs Neonatais, bem como a redução da taxa de prematuridade. A falta de reconhecimento dos honorários médicos foi outro tema discutido durante a audiência. Os gestores de hospitais ressaltaram que Porto Alegre vem absorvendo as demandas de municípios do interior, o que gera superlotação e sobrecarga das equipes.
A comissão também criticou a disseminação de percepções críticas ao trabalho obstétrico, incentivando o parto em casa com base em supostos casos de violência obstétrica. Os médicos ressaltaram que eles estão ao lado das gestantes para ajudá-las e protegê-las, não o contrário.
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