O diretor do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) Ricardo Pedrini reuniu-se nesta quarta-feira, 11, com médicos do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) para verificar questões relacionadas às condições de trabalho na emergência do Hospital Conceição. Participaram do encontro a coordenadora do Núcleo de Medicina de Emergência, Camila Toscan, e as assessorias jurídica e de relações governamentais do Sindicato.
Durante a reunião, Pedrini destacou que, em diálogo anterior, a gerência da instituição mostrou-se acessível às sugestões apresentadas pela categoria.
O primeiro ponto abordado foi a mudança na classificação de risco pelos cirurgiões. A alteração na “porta de entrada” gerou questionamentos anteriormente, já que alguns casos deixariam de ser classificados como vermelhos e laranja, passando a constar como verdes para a cirurgia. O Simers questionou se a situação havia sido resolvida, e, segundo os médicos, houve retorno da gestão e o ponto foi ajustado.
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Também foi discutida a reorganização do fluxo, com os pacientes sendo direcionados inicialmente aos clínicos e a emergência cirúrgica atuando principalmente por meio de consultas solicitadas. Porém, os médicos ressaltaram que a medida amplia as atribuições da equipe clínica.
Outro tema levantado foi o sistema usado para chamar os pacientes. Conforme relatado, o modelo permanece sem alterações, apesar de tentativas de diálogo com a gerência. O Simers sugeriu a adoção de chamamento eletrônico por meio de televisões, no local, nos moldes do sistema utilizado na UPA Zona Norte.
Questões relacionadas à segurança também foram debatidas. Médicos relataram a necessidade de adequação dos consultórios, como a criação de rotas de fuga ou ajustes na alocação dos ambientes. O Sindicato informou que o tema já foi tratado com a gerência e teve boa receptividade, embora reconheça as limitações financeiras e estruturais para demandas que envolvam obras.
As condições dos dormitórios médicos também entraram na pauta. O Simers ressaltou que as imagens dos locais, com presença de mofo e problemas estruturais, foram apresentadas à gerência, que informou a emissão de uma nota de serviço interno para reparos, ressaltando que orçamentos seriam providenciados.
Ao final da reunião, o Simers comprometeu-se em formalizar, por meio de ofício, as demandas relacionadas à ordem de serviço para os estrados das camas, à implantação do sistema eletrônico de chamamento e à viabilidade de melhorias estruturais para criação de rotas de fuga nos consultórios.
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