O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) participou, nesta terça-feira, 7, de reunião com o secretário municipal de Saúde, Fernando Ritter. Representaram o Sindicato o diretor Ricardo Pedrini Cruz e a diretora Ana Coronel, além das assessorias jurídica e de relações governamentais.
Entre as pautas, o Simers apresentou queixas de médicos rotineiros e plantonistas. Na regulação de leitos, foi discutida a adoção de teletrabalho para plantonistas. De acordo com o secretário, o teletrabalho no período noturno depende de alteração de decreto municipal. Ainda assim, a gestão se comprometeu a avaliar a demanda e verificar possibilidades do mesmo em período diurno, como já ocorre para rotineiros.
Também foi abordada a regulação do SAMU, com cobrança sobre a homologação de concurso público. A gestão municipal afirmou que aguarda esse processo para realizar as novas convocações. Outro ponto levantado foi a modificação do protocolo para situações de falta de energia, água e internet nas unidades básicas. O Sindicato alertou para o impacto no registro posterior dos atendimentos e a ausência de formulário adequado. “O que mais preocupa é que, nessas situações, o médico acaba tendo que usar o próprio tempo de atendimento para fazer registros posteriores, sem um fluxo definido e sem um formulário padrão”, explicou Ana Coronel.
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Sobre o caso, a Secretaria informou que avaliará a adoção de um modelo padronizado para que o médico possa anexar posteriormente as informações ao prontuário do sistema, por meio da digitalização ou fotografia do formulário, otimizando o tempo do profissional.
Por fim, problemas estruturais na UPA Bom Jesus e na UPA Lomba do Pinheiro também foram abordados. O Simers relatou condições precárias no local, com obras paradas e espaços com mofo e ferrugem. Também foi apontada a colocação de médicos clínicos gerais pelas empresas terceirizadas onde deveriam ter pediatras especializados.
Segundo a Secretaria, a empresa responsável já está sendo notificada por descumprimento contratual, podendo sofrer sanções, incluindo suspensão de pagamentos. “Estamos cientes dos problemas nas UPAs e já estamos averiguando a demanda com a empresa”, comentou Fernando Ritter.
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