NH: sindicância sobre agressão a médico conclui que profissional não iniciou conflito com guarda municipal
Defesa

NH: sindicância sobre agressão a médico conclui que profissional não iniciou conflito com guarda municipal

Expediente da Fundação Municipal de Saúde de Novo Hamburgo apontou que episódio agravou ainda mais a sobrecarga assistencial

Compartilhe

12/08/2026 17:33

A sindicância da Fundação Municipal de Saúde de Novo Hamburgo (FSNH) concluiu que o médico agredido por um guarda municipal na UPA Centro, em março, não iniciou o conflito. O relatório final da comissão foi ratificado pela assessoria  jurídica da instituição, homologado pela direção e encaminhado para arquivamento. 

De acordo com a investigação, a unidade estava sobrecarregada no dia 26 de março e a falta inesperada de um profissional na escala noturna, por problema de saúde, agravou a situação. Por isso, uma das integrantes da equipe solicitou apoio ao agente da Guarda Municipal que atuava no local, o que deu início a um conflito. O médico, que acabou agredido, algemado e retirado da UPA, interveio para tentar conter a situação que ocorria diante de pacientes e acompanhantes.

No relatório também consta o registro de sinais de agressão no profissional e o pedido para que fosse feito exame de corpo de delito naquele momento, o que não teria ocorrido. Além disso, a sindicância concluiu que a detenção do médico reduziu ainda mais a capacidade de atendimento e agravou a sobrecarga. E reconheceu que não foram identificados elementos de abandono deliberado das funções pela equipe assistencial ou recusa injustificada de atendimento pelos profissionais da FSNH.

LEIA MAIS

Violência na UPA de NH: Justiça determina que imagens de câmera de segurança sejam entregues ao Simers
Agressão contra médico de UPA em Novo Hamburgo: OAB/RS pede esclarecimentos à GM
Segurança nas UPAs de NH é debatida em reunião entre Simers, SindMed, médicos e Fundação de Saúde

A comissão recomendou a manutenção e fortalecimento das medidas de segurança, reorganização das escalas, revisão dos fluxos assistenciais e a formalização de protocolos para situações de conflito. Desde o início dos acontecimentos, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) prestou auxílio ao médico e à equipe da UPA, além de atuar junto à Fundação na construção dessas providências.

A FSNH está estruturando a contratação definitiva de empresa de segurança privada, que substituirá a GM nas UPAs e no Hospital Municipal. O Simers aguarda informações do procedimento instaurado pela Guarda sobre o episódio.

Simers: coragem para defender e gestão para avançar! Associe-se!

 

Tags: agressão Observatório da Violência Guarda Municipal UPA Novo Hamburgo Fundação de Saúde de Novo Hamburgo (FSNH) Simers sindicância

Aviso de Privacidade

O Simers utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para melhorar a experiência de usuário. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.

Ver Política