A sindicância da Fundação Municipal de Saúde de Novo Hamburgo (FSNH) concluiu que o médico agredido por um guarda municipal na UPA Centro, em março, não iniciou o conflito. O relatório final da comissão foi ratificado pela assessoria jurídica da instituição, homologado pela direção e encaminhado para arquivamento.
De acordo com a investigação, a unidade estava sobrecarregada no dia 26 de março e a falta inesperada de um profissional na escala noturna, por problema de saúde, agravou a situação. Por isso, uma das integrantes da equipe solicitou apoio ao agente da Guarda Municipal que atuava no local, o que deu início a um conflito. O médico, que acabou agredido, algemado e retirado da UPA, interveio para tentar conter a situação que ocorria diante de pacientes e acompanhantes.
No relatório também consta o registro de sinais de agressão no profissional e o pedido para que fosse feito exame de corpo de delito naquele momento, o que não teria ocorrido. Além disso, a sindicância concluiu que a detenção do médico reduziu ainda mais a capacidade de atendimento e agravou a sobrecarga. E reconheceu que não foram identificados elementos de abandono deliberado das funções pela equipe assistencial ou recusa injustificada de atendimento pelos profissionais da FSNH.
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A comissão recomendou a manutenção e fortalecimento das medidas de segurança, reorganização das escalas, revisão dos fluxos assistenciais e a formalização de protocolos para situações de conflito. Desde o início dos acontecimentos, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) prestou auxílio ao médico e à equipe da UPA, além de atuar junto à Fundação na construção dessas providências.
A FSNH está estruturando a contratação definitiva de empresa de segurança privada, que substituirá a GM nas UPAs e no Hospital Municipal. O Simers aguarda informações do procedimento instaurado pela Guarda sobre o episódio.
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