Presidente do Simers debate pejotização na Medicina no Congresso Gaúcho de Atualização em Pediatria
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Presidente do Simers debate pejotização na Medicina no Congresso Gaúcho de Atualização em Pediatria

Marcelo Matias alertou sobre riscos jurídicos, atrasos de pagamentos e impactos das mudanças nas relações de trabalho para médicos e futuros profissionais da pediatria

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25/05/2026 17:25

Rodger Timm, Agência Preview

O presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Marcelo Matias, participou nesta sexta-feira, 22, da programação do XVIII Congresso Gaúcho de Atualização em Pediatria com a palestra “Pejotização da Pediatria”. A atividade integrou a sala “Conversando com o Especialista” e reuniu médicos, residentes e estudantes para debater os impactos da pejotização e da precarização das relações de trabalho na Medicina.

A mesa foi moderada pelo pediatra Sérgio Luís Amantéa, que abriu a atividade destacando a atuação da atual gestão do Sindicato na criação do Núcleo de Pediatria do Simers. “Foi na gestão do Marcelo que nasceu o Núcleo de Pediatria, e ele participa sistematicamente das atividades da especialidade”, afirmou.

Durante a apresentação, Marcelo Matias afirmou que discutir a pejotização tornou-se urgente diante das transformações recentes do mercado de trabalho médico. “Os mais antigos viveram outro mundo. Se nós não estivermos preparados, vamos ser levados pelas evidências, pelos fatos e pela legislação a sofrer muito. Esse é um dos assuntos mais importantes e atuais do Congresso”, destacou.

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Ao abordar os impactos da pejotização, Matias destacou vantagens inicialmente percebidas pelos profissionais, como maior flexibilidade de carga horária, possibilidade de múltiplos contratos e menor tributação. No entanto, alertou para os efeitos negativos do modelo, como perda de direitos trabalhistas, fragilidade contratual, insegurança jurídica e crescimento de empresas terceirizadas sem garantias adequadas aos médicos. “Quanto mais isso foi crescendo, mais empresas foram surgindo. Chegamos a um momento em que não existe nenhum limite”, afirmou.

Entre os principais problemas apontados, o presidente destacou os atrasos de pagamentos enfrentados por profissionais em diferentes regiões do Estado. Durante a palestra, ele apresentou o “Devedômetro”, ferramenta criada pelo Simers para monitorar municípios gaúchos com atrasos salariais junto aos médicos.

Matias também alertou sobre os riscos relacionados aos diferentes formatos de contratação de pessoas jurídicas. Segundo ele, muitos médicos acabam expostos a riscos fiscais, processos judiciais e até responsabilização de patrimônio sem terem clareza das implicações contratuais.

Outro ponto abordado foi a expansão do número de faculdades de medicina e o impacto da formação crescente de profissionais no mercado de trabalho. O presidente ressaltou a diminuição da remuneração dos plantões médicos — cada vez mais frequente — e a necessidade de qualificação constante para garantir diferenciação profissional.

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Tags: Núcleo de Pediatria do Simers pejotização

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