Em Assembleia Geral realizada nesta sexta-feira, dia 27, os médicos residentes do Hospital Universitário de Canoas votaram por unanimidade pelo encerramento da paralisação iniciada em 29 de janeiro. O retorno oficial será no sábado, dia 28.
Também nesta sexta, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), que esteve junto dos médicos durante o movimento e prestou todo suporte jurídico, entrará com ofício na Justiça de Canoas pedindo à Associação Saúde em Movimento (ASM), gestora do HU, apresentação das escalas de anestesistas – uma das reivindicações da paralisação, que apontava a falta dos especialistas para a realização de cirurgias e que não estaria sendo cumprida até o momento.
Ao longo das semanas de greve, entre negociações intensas, foi dada a entrada de pedido de descredenciamento dos programas de Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria, Neonatologia e Cirurgia Geral. Os três juntam-se aos cursos de Traumatologia e Cirurgia Geral, já encerrados. Os alunos cumprirão as escalas a partir de março, enquanto aguardam vagas em outros programas.
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Apesar da saída dos médicos residentes do HU, o movimento levou a uma série importante de vitórias da categoria. Sucessivas ações do Sindicato conduziram o CREMERS a solicitar a interdição ética da maternidade e da pediatria do hospital, voltando as atenções do poder público ao Hospital Universitário, resultando no repasse de recursos do governo federal, pauta defendida há meses pelo Sindicato, que serão utilizados para colocar em dia os pagamentos atrasados de parte dos médicos. Uma interdição federal também tem sido pautada pelo Simers, como uma forma de sanar os graves problemas da saúde de Canoas e, consequentemente, de toda a Região Metropolitana.
O presidente do Simers, Marcelo Matias, elencou a série de conquistas do movimento, que considera vitorioso, e refletiu sobre as causas da paralisação e os próximos passos.
“Tudo começou em função do desmantelamento de equipes e condições de aprendizado. Pedíamos o óbvio: preceptores e, com isso, mais segurança para os residentes atuarem. Tínhamos esperança da vinda de outras empresas terceirizada para organizar as escalas. Nada aconteceu. Com o descredenciamento dos programas de residência, perdeu-se o principal fundamento de manter a paralisação: salvar a residência do HU. Agora, atuaremos para que o HU volte aos eixos e que, no futuro, novos programas possam ser abertos. Seguiremos na luta por recursos federais”, enfatizou Matias.
O Simers acompanhará os residentes nos processos para novas vagas.
“Agora é o momento de pensar na continuidade da formação destes futuros especialistas”, afirmou o coordenador do Núcleo do Médico Jovem do Sindicato, Vinícius Conejo.
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