Seminário sobre segurança no trânsito conta com a participação do Simers
Defesa

Seminário sobre segurança no trânsito conta com a participação do Simers

Durante o evento, o diretor Eduardo Boger destacou como a consulta médica é fundamental para salvar vidas dentro e fora das vias

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08/05/2026 13:33

 

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) participou, nesta quinta, 7, do Seminário Educação, Segurança Viária e Aprimoramento de Políticas Públicas. O evento ocorreu na sede da Fecomércio, em Porto Alegre, e reuniu lideranças políticas e empresariais para debater questões decorrentes das novas regras para fazer a primeira habilitação ou renovar a licença para dirigir no território nacional.

O coordenador do Núcleo de Medicina do Tráfego do Simers, Eduardo Boger, foi convidado para o painel “Psicologia e a medicina – sua importância na formação do condutor”. Ele falou da importância de sensibilizar a população sobre a relevância do exame clínico para aferir a capacidade do motorista de estar ativo nas ruas e estradas.

“Trânsito é uma atividade que exige a presença de uma pessoa e é preciso que ela tenha as faculdades necessárias para dirigir. Isso fica claro quando se pensa na visão, por exemplo. O que não está claro, porque a gente não consegue transmitir para a sociedade, é a importância do nosso trabalho, pois a maioria das pessoas acha que um acidente não vai acontecer consigo. Esse é nosso maior desafio”, analisou Boger.

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O diretor entende que, a partir dessa compreensão, a própria sociedade naturalmente será contrária a medidas de afrouxamento das exigências para se estar habilitada a dirigir. Como se tratam de decisões políticas, a reprovação pública diminui as chances desse tipo de mudança ser proposta ou aprovada. “De que forma podemos orientar as pessoas e convencê-las de que nosso trabalho não é um simples passo burocrático?” refletiu.

Explicar aos condutores o quanto essa etapa é importante para sua vida também ajuda na conscientização. Uma leve diferença na visão pode representar o dobro da distância percorrida até perceber a necessidade de frear, por exemplo. 

“Economizar algum valor com a renovação automática é possível, mas qual será o custo disso em impostos, diárias de UTI, pronto-socorros sobrecarregados e mortes? Tem de haver um trabalho forte do estado para entender o que estamos fazendo ali. Com o apoio da sociedade, isso muda”, defendeu.

O coordenador frisou que não é contra a diminuição da burocracia, que de fato é excessiva. A maior preocupação é com o rumo que o afrouxamento das regras pode tomar. Por isso, Boger encerrou sua fala propondo uma reflexão aos presentes. “Qual seria o próximo passo? Vamos extinguir o uso do capacete? Permitir que as pessoas possam beber álcool e dirigir? É esse o tipo de sociedade que a gente quer?”, questionou.

 

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Tags: Núcleo de Medicina do Tráfego

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