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Divulgação: ASCOM Simers
A conselheira do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Cristiane Ribas, foi recebida na tarde de sexta-feira (26) na Promotoria de Justiça de Esteio, na Região Metropolitana, para tratar dos recorrentes atrasos no pagamento dos médicos do Hospital São Camilo. A reunião, solicitada pelo Sindicato, foi conduzida pelo promotor de Justiça Lucas Oliveira Machado e contou com a participação das assessorias jurídica e de relações governamentais da entidade.
Na audiência, o Simers relatou que a falta de pagamento dos honorários já compromete a assistência. Diante dos sucessivos atrasos e da ausência de perspectiva de regularização, os traumatologistas passaram a restringir o atendimento de casos de menor complexidade, classificados como fichas verdes e azuis, mantendo a assistência aos pacientes de urgência e emergência. A medida, segundo a entidade médica, decorre da falta de remuneração pelos serviços prestados e dos recorrentes descumprimentos nos pagamentos. O Simers alertou que, se a situação persistir, novas restrições poderão atingir outros setores do hospital.
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Os traumatologistas acumulam débitos desde o fim do ano passado. Uma das empresas anteriores chegou a quitar parte dos valores com recursos próprios para evitar ações judiciais. Apesar das cobranças e das reuniões realizadas, a administração do hospital ainda não apresentou um plano consistente para quitar o passivo e garantir a regularidade dos pagamentos.
O Sindicato também destacou que os médicos são contratados por uma cadeia de empresas terceirizadas e quarteirizadas, modelo que dificulta a responsabilização pelos pagamentos. A troca frequente dessas empresas faz com que dívidas permaneçam em aberto enquanto novos contratos são firmados, deixando os profissionais com meses de honorários atrasados.
Durante a reunião, o promotor informou que o hospital não respondeu aos ofícios encaminhados pelo Ministério Público solicitando esclarecimentos sobre os atrasos e um plano de regularização. Diante da ausência de resposta, o MP buscará informações diretamente com a Prefeitura de Esteio e não descarta a adoção de medidas legais para obter os esclarecimentos necessários.
Ao final do encontro, ficou definido que o Ministério Público dará continuidade à apuração, em diálogo com o Simers e os demais envolvidos, para buscar uma solução que garanta a regularização dos pagamentos e a continuidade da assistência à população.
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