Simers cobra garantias trabalhistas em audiência pública sobre transição do HPS de Pelotas
Defesa

Simers cobra garantias trabalhistas em audiência pública sobre transição do HPS de Pelotas

Vice-presidente do sindicato questiona falta de diálogo e incertezas sobre vínculos, enquanto novo modelo prevê gestão do GHC e reorganização da estrutura hospitalar

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06/05/2026 10:38

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) participou, nesta terça-feira (5), de audiência pública na Câmara de Vereadores de Pelotas para discutir os direitos trabalhistas da categoria diante da transição do Hospital de Pronto Socorro (HPS) para o novo modelo regional de atendimento.

Representando a entidade, o vice-presidente Felipe Vasconcelos destacou a preocupação com a ausência de diálogo com os médicos e reforçou que o corpo clínico não foi ouvido ao longo do processo de reestruturação. Segundo ele, isso amplia as incertezas sobre o futuro das condições de trabalho e a segurança dos vínculos. “Em quais condições os médicos irão trabalhar daqui para a frente? De onde virão os recursos para pagamento e manutenção do atendimento? O corpo clínico não foi ouvido nesse processo”, afirmou.

Um dos pontos centrais da mudança é a transferência da gestão hospitalar para o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), vinculado ao Ministério da Saúde. A proposta do Executivo é que o grupo assuma a operação da nova estrutura, trazendo maior agilidade administrativa, experiência na gestão de grandes unidades e a garantia de financiamento federal para o funcionamento do hospital.

Apesar disso, a transição do pronto-socorro municipal para o Hospital Regional de Pronto Socorro segue gerando dúvidas entre os profissionais, especialmente quanto à forma de contratação, remuneração e carga horária.

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A nova unidade, localizada na Avenida Bento Gonçalves, deverá operar 24 horas, com 121 leitos, sendo 20 de UTI, e cinco salas cirúrgicas, atendendo Pelotas e outros municípios da região sul. A previsão é de que a estrutura entre em funcionamento ainda neste inverno.

O Simers reforça que seguirá atuando na defesa da categoria, cobrando transparência do poder público e buscando respostas concretas para os questionamentos levantados pelos médicos. A entidade destaca que continuará acompanhando de perto o processo de transição, com o objetivo de garantir segurança jurídica, condições adequadas de trabalho e a preservação dos direitos dos profissionais envolvidos.

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