
A diretora da Região Metropolitana do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Alessandra Felicetti, participou, nesta terça-feira, 25, de uma reunião com o prefeito de Charqueadas, Ricardo Vargas, para tratar de demandas dos médicos do município. O encontro contou também com a participação do vice-prefeito André Sippel e de vereadores da base do governo, além das assessorias jurídica e de relações governamentais do Sindicato.
Entre os principais temas debatidos esteve o auxílio-moradia dos médicos. O benefício foi garantido por legislação aprovada no município a partir de uma mobilização que contou com a atuação do Simers. No entanto, um decreto posterior estabeleceu critérios para a concessão que, na avaliação do Sindicato, criaram restrições não previstas na lei e dificultam o acesso dos profissionais ao direito.
Durante a reunião, o Sindicato também apresentou a preocupação com a situação dos médicos que têm parte da remuneração limitada pelo teto constitucional do município. Como o teto está vinculado ao subsídio do prefeito, a defasagem desse valor impacta diretamente os vencimentos dos profissionais e pode dificultar a manutenção e a atração de médicos para Charqueadas.
A diretora Alessandra Felicetti destacou a importância de construir o diálogo com a administração municipal e o Legislativo para buscar soluções que contribuam para a permanência dos profissionais no município.
O prefeito Ricardo Vargas reconheceu a dificuldade de preenchimento de vagas e de retenção de profissionais diante das limitações impostas pelo teto salarial. Durante o encontro, também foi discutida a possibilidade de o Simers contribuir com informações técnicas sobre a realidade da categoria e a importância de medidas que fortaleçam a permanência dos médicos no serviço público municipal.
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Sobre o auxílio-moradia, o município pediu que o Sindicato encaminhe uma análise técnica apontando os pontos do decreto que excedem o papel de regulamentação da legislação. A partir disso, a proposta é aprofundar a discussão com o setor jurídico e a Secretaria Municipal de Saúde para avaliar possíveis ajustes.
O Simers deve seguir acompanhando as demandas dos médicos de Charqueadas e manter o diálogo com o município em busca de alternativas para garantir condições adequadas e contribuir para a permanência dos profissionais na rede.
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