
Divulgação: Amália Ceola - ASCOM Simers
O presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Marcelo Matias, e o diretor Jeferson Oliveira reuniram-se, na manhã desta segunda-feira (2/2), com o vereador Alexandre Bublitz (PT), para discutir os principais desafios e perspectivas da saúde na Região Metropolitana e na Região Sul do Estado.
O encontro ocorreu na sede do sindicato e teve como foco a preocupação com a desassistência à população e com as condições de trabalho dos médicos que atuam em serviços estratégicos, como o Hospital Universitário de Canoas e no atendimento pré-hospitalar realizado em rodovias federais.
Durante a reunião, Marcelo Matias destacou que, embora o vereador tenha atuação em Porto Alegre, os impactos na saúde extrapolam limites municipais. “A saúde está interligada em todo o Estado. Quando há ajuste e fortalecimento em uma localidade, o reflexo é positivo para as demais”, pontuou.
Situação crítica no HU de Canoas
No caso de Canoas, o presidente do Simers atualizou o parlamentar sobre o cenário enfrentado por médicos e pacientes no Hospital Universitário. Em fevereiro de 2026, a instituição viveu um momento delicado, marcado por paralisação de médicos residentes e interdições éticas parciais determinadas pelo Conselho Regional de Medicina devido à falta de preceptores, anestesistas e escalas completas.
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Os profissionais relatam atrasos salariais e precarização das condições de trabalho, o que tem impactado diretamente setores sensíveis como pediatria e obstetrícia. Para o sindicato, a situação compromete tanto a formação médica quanto a assistência prestada à população que depende do hospital.
Fim de atendimento nas rodovias preocupa
Outro ponto abordado foi a possível descontinuidade dos serviços de atendimento pré-hospitalar nas BRs 116 e 392. A partir desta quarta-feira, quatro de março, está previsto o encerramento do contrato da concessionária Ecosul (Ecovias do Sul) no Polo Pelotas, os serviços de ambulância e guincho atualmente oferecidos no trecho entre Pelotas e Rio Grande deixarão de ser realizados pela empresa.
O Simers manifestou preocupação com o impacto da medida para categoria médica e para a segurança dos usuários das rodovias e solicitou a interlocução do vereador para buscar alternativas que garantam a continuidade do atendimento emergencial.
Ao final da reunião, Alexandre Bublitz colocou-se à disposição para avaliar de que forma poderá contribuir com as demandas apresentadas pelo sindicato, reforçando a importância do diálogo institucional na busca por soluções para a saúde pública.
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