
Representantes do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) estiveram na manhã desta sexta-feira, dia 6, em reunião na prefeitura municipal de Rio Grande para discutir temas estratégicos para a organização da saúde no município e em toda a Região Sul do Estado. O encontro contou com a presença da prefeita, Darlene Pereira, e da secretária de Saúde, Juliana Acosta, além da comitiva do Sindicato formada pelo vice-presidente, Felipe Silva de Vasconcelos, pelo presidente do Sindicato Médico de Rio Grande, Sandro Oliveira, e pela assessoria política do Simers.
Durante a reunião foram abordados temas considerados prioritários para a assistência à população e para as condições de trabalho dos profissionais médicos. Um dos principais pontos discutidos foi a proposta de implantação de um decreto municipal, sugerido pelo Simers, inspirado no Projeto de Lei nº 570/2025, conhecido como projeto “anti-calote”. A iniciativa busca enfrentar um problema recorrente no município: os atrasos no pagamento de médicos que atuam por meio de empresas terceirizadas, especialmente na UPA Junção.
De acordo com o Sindicato, embora a prefeitura informe que os repasses à empresa prestadora de serviços estejam sendo realizados em dia, os profissionais continuam enfrentando atrasos frequentes em seus pagamentos. A proposta do decreto municipal prevê que o poder público só realize o pagamento à empresa terceirizada após a comprovação de que os médicos que prestaram o serviço foram devidamente remunerados. Na avaliação do Simers, essa medida cria um mecanismo de garantia para os profissionais e ajuda a dar mais transparência e responsabilidade à cadeia de contratação.
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Outro tema discutido foi o impacto da retirada do serviço médico das rodovias, decorrente do encerramento do atendimento prestado anteriormente nas estradas pedagiadas. Diante dessa nova realidade, foi debatida a necessidade de fortalecer a estrutura do SAMU na região sul, com medidas como a capacitação de profissionais, a aquisição de uma ambulância de resgate e a criação de mais uma equipe de suporte avançado do SAMU, capaz de auxiliar no atendimento a acidentes nas rodovias que atualmente ficaram sem um serviço específico de resgate.
A situação financeira da Santa Casa do Rio Grande também foi pauta da reunião. O hospital enfrenta dificuldades econômicas significativas, com acúmulo de dívidas e desafios para manter a sustentabilidade da instituição. Como alternativa estrutural para garantir a continuidade dos serviços hospitalares, o Simers sugeriu a possibilidade de federalização da instituição, seja por meio da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) ou pela incorporação ao Grupo Hospitalar Conceição, modelos que já demonstraram capacidade de gestão e fortalecimento de hospitais públicos em diferentes regiões do país.
Para o vice-presidente Felipe Silva de Vasconcelos, o diálogo institucional é fundamental para buscar soluções concretas para os problemas da saúde pública regional. Segundo ele, iniciativas como o decreto municipal para garantir o pagamento dos médicos, o fortalecimento do atendimento pré-hospitalar e a busca de alternativas estruturais para a Santa Casa são passos importantes para assegurar assistência de qualidade à população da região sul do Estado.
O encontro foi considerado produtivo pelas partes e reforçou a importância da cooperação entre o poder público municipal e as entidades médicas na construção de soluções que garantam sustentabilidade ao sistema de saúde e melhores condições de trabalho aos profissionais.
A reunião fez parte de uma ampla agenda do Simers pela região, passando por instituições de saúde em Rio Grande e Pelotas. As visitas desta semana integram um trabalho realizado em todo Estado, voltado à valorização dos médicos do Interior.
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