
Foto: Cássia Oliveira/Ascom Simers
A luta para barrar a precarização no atendimento e redução salarial dos trabalhadores em 67 Unidades de Saúde (UBSs) de Porto Alegre avançou na última quinta-feira, 18. O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) denunciou ao Conselho Regional de Medicina do RS (Cremers) a grave situação dos profissionais e o impacto no atendimento à população. Na sequência, foi realizada Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para definir passos da mobilização da categoria médica.
O presidente do Sindicato, Marcelo Matias, diante de profissionais que atuam nas USs e representantes do Cremers, apresentou um histórico da situação e do impacto em médicos e outros profissionais da saúde. A redução salarial confirmada pelo Instituto de Apoio à Gestão Pública (IAG) alcança 30% aos médicos e é ainda maior para outras categorias.
“Os médicos de família e comunidade que atuam nas Unidades de Saúde estão sendo atacados por um achatamento salarial sem precedentes da prefeitura de Porto Alegre. Ficou claro ao Cremers que se trata de um movimento justo e necessário, que defende o direito dos médicos e da população de Porto Alegre”, defendeu Matias.
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Estavam presentes o vice-presidente e o procurador do Cremers, Eduardo Neubarth Trindade e Juliano Lauer, que manifestaram entendimento de que a atual proposta representa “risco concreto para a manutenção das equipes médicas nas unidades de saúde”. O Conselho se comprometeu em acionar o Ministério Público do Rio Grande do Sul e o Ministério Público do Trabalho para buscar por soluções.
Na sequência, o Sindicato promoveu Assembleia Geral Extraordinária para definir passos da mobilização da categoria médica. A deliberação dos médicos foi pela realização de paralisação de dois dias e ato na frente da prefeitura, com datas já pré-definidas, mas ainda a serem confirmadas.
“Vamos lutar para que não se concretize o que está posto pela nova administradora e a prefeitura. Porque o impacto dessa grande diminuição salarial das várias categorias será na saúde. Ela impede a longitudinalidade do atendimento, ou seja o acompanhamento contínuo do paciente ao longo do tempo por uma mesma equipe. E isso significa perda da qualidade da saúde à população”, defende Alexandre Silveira, diretor do Simers e coordenador do Núcleo de Atenção Primária e Medicina de Família e Comunidade.
O Simers buscará pelos sindicatos das demais categorias, com o objetivo de realizar um movimento único. Uma nova AGE será realizada para concluir a marcação da paralisação conjunta das categorias. “Acreditamos que a união das categorias será capaz de reverter esse cenário danoso aos profissionais, à população e à saúde de Porto Alegre”, finaliza Silveira.
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