Simers e GHC discutem condições de trabalho e segurança dos médicos
Defesa

Simers e GHC discutem condições de trabalho e segurança dos médicos

Diretor do Sindicato Ricardo Pedrini reuniu-se com gestores do Grupo Hospitalar Conceição na tarde desta quarta-feira

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05/02/2026 12:08

O diretor do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Ricardo Pedrini, reuniu-se com a gerência do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), na tarde desta quarta-feira, 4. A agenda teve como objetivo apresentar demandas dos médicos que atuam no Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC) e discutir melhorias para a categoria. 

Também estiveram presentes no encontro as assessorias jurídica e de relações governamentais do Sindicato. A equipe do Simers foi recebida pelo gerente de Internação do GHC, Gabriel Hey, e pelo assessor, Matheus Golenia dos Passos. 

 

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O primeiro tema abordado foi o número de médicos na Unidade de Cuidados Críticos II (UCC II), especificamente a divisão entre médicos plantonistas e de rotina. Os emergencistas apontam que a Resolução 2171/2020 prevê, para cada 15 leitos, a presença de um médico de rotina e um plantonista. No entanto, a estrutura atual conta apenas com o plantonista, sem a figura do rotineiro. 

A gerência explicou que o dimensionamento do hospital segue estritamente as resoluções dos conselhos, portarias e normas legais. Na emergência, isso resulta em um número fixo de 54 médicos contratados. Qualquer nova demanda exigiria rearranjos internos, já que não é possível simplesmente criar novas vagas ou contratar mais profissionais fora desse dimensionamento estabelecido. 

Cirurgiões na emergência

Outro tema levantado foi a atuação dos cirurgiões na emergência. Foi informado que, ao todo, há oito cirurgiões, sendo um plantonista na escala diurna e dois plantonistas na noturna. Uma nota interna teria determinado que os cirurgiões passariam a atuar principalmente como consultores dos clínicos, deixando a triagem inicial e consultórios para estes. No entanto, o relato dos cirurgiões é que, na prática, os teria sido mantido o atendimento em consultório além da função consultiva. 

A gerência da internação ponderou que a readequação do papel dos cirurgiões foi estabelecida em diretrizes específicas, reforçando que os pacientes da emergência devem ser triados aos plantonistas clínicos, com a avaliação cirúrgica ocorrendo após manejo e investigação inicial mediante solicitação de consultoria para a emergência cirúrgica ou  para a especialidade demandada, à exceção dos atendimentos aos pacientes triados como amarelo, verde ou azul que procuram a emergência em razão de complicações de pós-operatório cirúrgico ou que necessitam de realização de procedimento, os quais seguem sendo triados ao cirurgião plantonista da emergência.

Chamamento de pacientes

Outro tópico abordado foi o chamamento de pacientes para os consultórios. Segundo relatos recebidos pelo Sindicato, devido à sobrecarga da equipe administrativa da emergência. Uma sugestão apresentada pelo Simers é a possibilidade de implementar um sistema automático de chamada.

Condições do dormitório

Também foi questionada a situação do dormitório dos médicos da emergência. O Sindicato recebeu fotos mostrando camas e colchões em estado precário, com estrados danificados e beliches de ferro muito antigos. Conforme relatos, outros setores já passaram por readequações, o que motivou o pedido de melhorias também nesse espaço. 

A gestão afirmou que já foi aberta uma ordem de serviço para tratar do problema dos estrados das camas. Segundo a gerência, está em discussão a substituição dos estrados antigos por modelos mais firmes e adequados, possivelmente de madeira, visando maior conforto e segurança.

Rota de fuga e segurança

Também foi pautado durante a reunião o layout atual dos consultórios, que não oferece uma rota de fuga segura em situações de ameaça ou agressão física. O formato das salas, segundo os relatos, dificulta uma saída rápida do médico em caso de conflito com o paciente. 

Capacitação

Ricardo Pedrini também destacou a importância do GHC fornecer capacitação aos médicos para o uso da cirurgia robótica. Ele frisou que, sem treinamento adequado, a tecnologia pode acabar sendo utilizada apenas por alunos, pois, para os profissionais, o custo da capacitação é muito elevado. A gerência acolheu as demandas apresentadas pelo Sindicato e se comprometeu em avaliar os tópicos abordados com atenção.

 

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Tags: GHC Grupo Hospitalar Conceição (GHC)

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