
O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) esteve nesta sexta-feira, 16, no Hospital de Caridade de Palmeira das Missões. Em reuniões com a gestão da instituição, o responsável técnico e o corpo clínico, foram discutidas as medidas necessárias para que os médicos recebam os salários que estão em atraso.
O hospital conta com 270 funcionários, sendo 40 médicos. Há especialidades médicas com salário atrasado há quatro meses, como os profissionais da traumatologia. Já outros tiveram parte do débito quitado no último mês, restando dois salários em atraso.
O diretor da Região Norte do Simers, Marcelo R. da Luz, junto das assessorias jurídica e de relações governamentais do Sindicato teve reuniões com o responsável técnico, Onazus Suzano, a diretora administrativa, Tatiana Silva da Silva, o presidente da Comissão de Intervenção, Izaías Malheiros da Costa, além de integrantes dos setores jurídico e financeiro do hospital.
Os representantes da instituição reconheceram que o Hospital de Caridade de Palmeira das Missões passa por dificuldades financeiras, mas garantiram que serão quitados os valores. Para isso, uma das estratégias da instituição é ampliar as fontes de recurso com oferta de serviços por convênio. Hoje, 96% dos atendimentos são via Sistema Único de Saúde (SUS).
Em setembro o Simers recebeu denúncia da situação e buscou ouvir os profissionais. “Assim que soubemos do atraso salarial o Simers iniciou sua atuação em Palmeira das Missões, primeiro se reunindo com os médicos e já buscando essa agenda com a gestão hospitalar. Ninguém trabalha sem receber. Viemos novamente ao hospital para entender a situação que causa o atraso e nos colocar à disposição para ajudar no que for possível na busca por recursos e garantir que eles sejam utilizados no pagamento dos médicos”, disse Marcelo da Luz.
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A instituição recebe recursos do Programa Assistir, do governo estadual. E teve ampliação do Teto MAC (Limite Financeiro da Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar) com o Ministério da Saúde.
O hospital faz cerca de 3.500 atendimentos mensais, sendo que desses 85% são fichas azuis. O dado foi apontado pelo corpo clínico ao Simers, que já levou a questão à direção da instituição de saúde. Foi relatada, ainda, dificuldade da instituição com a falta de profissionais de áreas como anestesiologia, pediatria e cardiologia.
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