Simers relata à secretária de Saúde de Canoas problemas enfrentados pelos médicos que atendem no HU
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Simers relata à secretária de Saúde de Canoas problemas enfrentados pelos médicos que atendem no HU

Equipes cada vez mais reduzidas, atrasos constantes nos pagamentos e risco de desassistência cada vez maior fazem parte do atual cenário do hospital

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22/01/2026 11:48

“O HU deixou de ser um hospital terciário e virou uma instituição de retaguarda, onde pacientes aguardam até meses por um procedimento.” A frase foi dita pelo presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Marcelo Matias, à secretária de Saúde de Canoas, Ana Boll, em reunião nesta quarta-feira (21). Ele e a diretora da Região Metropolitana, Alessandra Felicetti, apresentaram várias demandas dos profissionais que atuam na instituição. Entre elas, o atraso de pagamentos dos honorários, que levou ao desmantelamento de equipes e ao fechamento de serviços por falta de condições de trabalho. 

Eles entregaram um levantamento parcial do que a empresa Associação Movimento em Saúde (ASM) deve aos médicos. A conta passa de R$ 14 milhões. Sem receber, muitos profissionais já deixaram a instituição e parte dos atendimentos previstos no Plano Operativo (PO) acordado com a Prefeitura para 2025 não ocorreu. “Temos UTI Pediátrica, mas não temos cirurgias pediátricas ocorrendo”, exemplificou e completou: “É a pior gestão que o HU já teve.” 

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A falta de respaldo da atual direção técnica do hospital foi outro assunto abordado. Alessandra Felicetti deu como exemplo o ofício encaminhado pelos médicos pedindo restrição do Centro Obstétrico por não haver profissionais suficientes e que ficou sem resposta. A ala é a única do HU que é porta aberta e a operação do CO reflete diretamente na UTI Neonatal, que vem funcionando com escalas insuficientes. Às vezes, há um único especialista que ainda precisa prestar assistência na sala de parto. 

A secretária mostrou preocupação com a situação. Ana Boll explicou que alguns recursos de emendas parlamentares estão para chegar ao HU e que um novo PO foi pactuado, mais condizente com a atual capacidade do hospital. O que ultrapassar o número de procedimentos acordados no Plano Operativo será coberto pelo Município.

Sobre o repasse de recursos da Prefeitura, ela reiterou que os valores até dezembro estão em dia, mas explicou que ainda há dívida de rescisões anteriores a dezembro de 2024, quando a ASM assumiu. O pagamento desses valores aos médicos e funcionários demitidos por gestões anteriores faz parte do contrato assinado entre o Município e a empresa. Segundo Ana Boll, no momento, está sendo feito uma análise do que ainda é devido. Ela reiterou o interesse em federalizar a instituição ou fazer uma gestão compartilhada.

O Simers também levou demandas e pediu esclarecimentos sobre outras unidades de saúde: 

FMSC - A diretora Metropolitana lembrou que o acordo coletivo com a Fundação Municipal de Saúde ainda não foi assinado e explicou que os médicos estão há três anos sem reajuste salarial e até do vale alimentação. 

SAMU e CAPS - As duas bases do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência vão mudar para um único local, o que deve ocorrer até o final de janeiro. As gestões do SAMU e dos Centros de Atenção Psicossocial também vão mudar.  Será feita contratação emergencial de outras empresas para administrar o Serviço de Urgência e os CAPS. O Simers deu sugestões para que a seleção tenha requisitos que busquem garantir uma boa assistência e condições de trabalho às equipes, como  a contratação direta dos médicos.

UPAS - Ana Boll deu uma boa notícia sobre o repasse de recursos à antiga administradora das Unidades de Pronto Atendimento. A Prefeitura repassou ao IBSaúde neste mês parte dos valores em aberto. Ainda há alguns recursos pendentes que dependem da apresentação de documentos pela empresa e outros atos administrativos.

HPSC - As obras do Hospital de Pronto Socorro estão em andamento, já no segundo andar.

 

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