A crise financeira da Santa Casa do Rio Grande foi debatida nesta quinta-feira, 9, pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), o Sindicato Médico de Rio Grande (Simerg) e o Ministério Público. Médicos que prestam serviço ao hospital estão com honorários em atraso desde novembro. Eles receberam apenas metade dos vencimentos daquele mês, pagos em março deste ano. Nesta sexta-feira, 9, a categoria fará Assembleia Geral Extraordinária para decidir sobre a rescisão dos contratos a partir do dia 25.
O vice-presidente do Simers, Felipe Vasconcelos, a diretora da Fronteira, Renata Jaccottet, e o presidente do Simerg, Sandro Oliveira, relataram à promotora Laura Regina Sedrez Porto o histórico de atraso nos pagamentos dos profissionais. Também enfatizaram a necessidade de a instituição receber um aumento no aporte de recursos.
Vasconcelos destacou que, se a situação perdurar, a dimensão da defasagem financeira impedirá o funcionamento do hospital. “Nos preocupa a desassistência aos pacientes”, alertou. Renata Jaccottet salientou que seria importante Rio Grande ter gestão plena da saúde e Oliveira observou que a insegurança sobre os pagamentos já afastou vários especialistas, o que prejudica o encaminhamento dos pacientes atendidos no pronto socorro.
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A promotora reconheceu a importância do hospital para o atendimento da população local e dos municípios da região e a necessidade de haver um fluxo maior de recursos. Ainda nesta quinta-feira, ela se reuniria com a direção da Santa Casa. Nos próximos dias, o MP deve agendar encontro com a Prefeitura, Secretaria Estadual da Saúde e outros órgãos para alinhar medidas que possam melhorar a situação financeira da instituição. No entanto, lembrou que há uma ação movida pelo Ministério Público contra o hospital por não estar cumprindo todos os atendimentos compactuados, mesmo tendo recebido os recursos.
O Simers e o Simerg devem se reunir novamente com o MP. Desde o início de 2025, os dois sindicatos vêm fazendo uma série de intermediações para buscar soluções.
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