
Divulgação: ASCOM Simers / Fotos: Agência Preview
Vozes e risos incontidos evidenciavam que aquele não era um sábado normal no Museu da História da Medicina do Rio Grande do Sul (MUHM). No dia 17, a instituição reforçou mais uma vez, que o museu também é lugar de brincar. Este é o intuito do Sábado Divertido, projeto que oferece atividades lúdicas para comemorar o Dia das Crianças e o aniversário de 19 anos do museu, celebrado em 18 de outubro, junto com o Dia do Médico.

Neste ano, a ação foi promovida no dia 17 e teve contação de histórias, pintura facial, balões e algodão doce – estes dois últimos personalizados com a imagem de um dos personagens do museu, o Biblos.
O engenheiro eletricista Rodrigo Buttinger e a biomédica Ivete Brzuska são pais de Isabela, de oito anos. Eles aproveitaram o clima agradável do sábado para passear e conhecer um lugar diferente. “A gente passa na frente e não percebe que tem o museu. Ficamos bastante empolgados com a história da Medicina e também com a iniciativa de trazer a criançada. Achamos muito interessante. E a Isabela parece estar gostando porque até deixou a gente meio de canto”, brincou Buttinger.
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Enquanto as atividades infantis se desenvolviam, os adultos aproveitavam para conhecer o prédio, que conta a história da Medicina no Rio Grande do Sul. Equipamentos antigos, usados para diagnóstico, tratamento ou na universidade, fazem parte do acervo permanente.

“As crianças aproximam o museu da família. São os multiplicadores da ideia de ver o espaço do museu não como um lugar fechado, onde não pode correr, mexer, mas um espaço de brincar”, explicou a pedagoga e historiadora Gláucia Kulzer, que trabalha há 13 anos no MUHM. Segundo ela, essa é uma forma de trazer as famílias para que explorem o museu e conheçam a história da Medicina.

Preservação da memória
O trabalho da instituição é todo voltado para a valorização da memória, do patrimônio e da prevenção da saúde. Ao longo do ano, a rotina também é bastante direcionada às escolas, por meio de ações educativas desenvolvidas em parceria com os professores e alunos .
O Simers é mantenedor do museu desde a sua idealização, ainda em 2004, com projetos de história oral. Três anos mais tarde, chegou o momento de contar com um espaço para expor o acervo, quando o MUHM se instalou em uma parte do prédio histórico do antigo Hospital Beneficência Portuguesa, na avenida Independência, 270, em Porto Alegre.

Além das exposições e atividades no antigo edifício hospitalar, o MUHM também conta com um espaço para a reserva técnica, na zona leste da capital. É lá que fica armazenada a maior parte das 30 mil peças do acervo. De acordo com a exposição ou atividade desenvolvida no museu, os itens que dialogam com o tema são expostos, enquanto outros são salvaguardados ao local e disponibilizados para pesquisa.
O acervo é fruto de doações de médicos ou familiares, além de farmacêuticos, dentistas e outros profissionais da saúde. A equipe do MUHM trabalha de forma constante na conservação desses itens. A reserva técnica não fica aberta ao público, mas visitas podem ser agendadas para cursos de nível superior e pesquisadores. Já o espaço expositivo está aberto de segunda a sexta, das 10h às 18h com entrada franca. No segundo sábado de cada mês o museu abre das 9h às 17h.
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