A Luta

Alvorada: com UPA nova ainda fechada pacientes convivem com ratos e baratas em postos

17/05/2016 17:02

O cenário da saúde no município de Alvorada chega ao caos, e pode se dizer que hoje ele compete com a falta de segurança no município. Em 2014, por exemplo, foram registrados 1.442 assassinatos, colocando Alvorada no ranking mundial da violência. Já na saúde, o retrato apurado pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) em 2016, é de extrema precariedade, com postos completamente desestruturados, com circulação de animais e falta de materiais básicos e de equipamentos para atender a população. Apesar do caos nos postos, o município conta com uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que está pronta para funcionar 24h, mas mantém-se fechada. UPA24h_CamilaFerro A Unidade de Pronto Atendimento localizada no bairro Nova Americana teve o investimento de mais de R$ 2 milhões para a construção que foi concluída em dezembro de 2014. Atualmente, a compra dos equipamentos e mobiliários está em processo de licitação. Além disso, a prefeitura busca alternativas para a gestão da UPA que é de Porte II, ou seja, 250 consultas médicas poderiam estar sendo realizadas por dia desafogando os atendimentos dos postos de saúde e do hospital de Alvorada que encontram-se constantemente lotados. Situações vivenciadas pelos alvoradenses comprovam que o município com quase 200 mil habitantes precisa de mudanças. No bairro Centro, o PAM 8 (Pronto Atendimento) 24 horas fecha as suas portas às 17 horas, deixando toda a população de Alvorada sem atendimento. Clique aqui e veja a situação vivida diariamente pelos alvorandenses. A equipe do SIMERS vistoriou as 15 Unidades Básicas de Saúde de Alvorada onde constatou paredes mofadas, reboco caindo, cadeiras rasgadas e falta de materiais básicos para o trabalho. O Sindicato recebeu denúncias de profissionais e da comunidade sobre a presença de animais como ratos, baratas, cachorros e gambás vistos com frequência no dia a dia. Clique aqui e confira a matéria completa. Não somente os médicos relataram o caos da saúde em Alvorada, mas pacientes revoltados contam como é a situação no município. Vejam como as pessoas demoram para conseguir uma consulta. Tem especialidade que a ficha é distribuída uma vez por mês. Não bastando ter que madrugar na fila para conseguir ficha as pessoas são assaltadas enquanto esperam o posto de saúde abrir. Outra queixa é a falta de medicamentos. A situação piorou depois que tiraram a distribuição dos remédios dos postos de saúde. Há 2 anos essa mãe espera para fazer um exame da filha que é autista. Uma ecografia transvaginal está demorando mais de ano para ser realizada. Paciente esperou 12 anos para a realização de um exame no PAM 8.
SEGUROS