A Luta

Ao invés de fechar, Farmácia Popular deveria oferecer todos remédios gratuitamente

10/05/2017 09:00

O Ministério da Saúde (MS) anunciou que, a partir deste mês, vai deixar de fazer o repasse mensal para as 393 unidades do Farmácia Popular espalhadas pelo Brasil. A justificativa dada é o custo administrativo para a manutenção do programa. No Rio Grande do Sul são 27 cidades atendidas, que devem fechar as portas com a falta do custeio federal. Para o presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS), Paulo de Argollo Mendes, o programa vende barato o que já pertence ao cidadão. “A ideia da Farmácia Popular já é uma distorção. É como fazer um plano de saúde popular. Por princípio, tudo que é SUS deve ser gratuito. Quando se vende por R$ 10,00 o medicamento que já é da população, esse dinheiro está sendo roubado”, enfatiza. Seguindo essa linha, Argollo defende ainda que as unidades do programa não deveriam fechar, mas passar a oferecer todos os remédios sem cobrar nada do cidadão. “Se aquela farmácia está funcionando e as pessoas estão indo lá, é porque existe demanda e ela é necessária”, explica.

Como fica o Aqui tem Farmácia Popular

Já as farmácias particulares credenciadas ao programa Aqui Tem Farmácia Popular não devem sofrer cortes. Ao invés disso, o MS vai reabrir o cadastramento para novas conveniadas. Elas, no entanto, oferecem apenas 25 medicamentos de graça ou com valor reduzido, frente aos 125 fármacos disponibilizados pelo Farmácia Popular. O presidente do SIMERS entende que os credenciamentos podem acontecer, mas que mesmo nesse modelo os remédios oferecidos devem ser gratuitos, sem ônus para a população.
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