Sindicato Médico do Rio Grande do Sul - Simers
A Luta

Cachoeirinha: Servidores municipais entram em greve na segunda-feira

03/03/2017 17:52

Servidores de Cachoeirinha decidiram, após assembleia ocorrida na noite de quinta-feira (02), entrar em greve a partir de segunda-feira (06). A paralisação tem o objetivo de reivindicar a revogação do pacote de medidas adotado pela prefeitura municipal que impacta diretamente nos direitos adquiridos dos trabalhadores. Promovido pelo Sindicato dos Municipários de Cachoeirinha (SIMCA), o movimento tem o apoio do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) e envolve 3,5 mil servidores. De acordo com o diretor do SIMERS, André Gonzales, a proposta da prefeitura, aprovada pela Câmara dos Vereadores, prevê que sejam adotadas medidas administrativas como corte total do auxílio alimentação para funcionários que recebem acima de R$ 5 mil, redução nos adicionais de progressão do servidor, supressão de outros direitos e alterações que não permitem que o servidor tenha assegurada a remuneração que previa no final de sua carreira.
Assembleia Cachoeirinha
Gonzales fala durante assembleia dos municipários de Cachoeirinha. Foto: Vlademir Canella
Durante a assembleia, Gonzales colocou a estrutura do Sindicato Médico à disposição dos servidores municipais para reverter a situação imposta pela prefeitura. " Precisamos mostrar para a sociedade o que está acontecendo. Ir na tribuna da Câmara, falar com vereadores e pedir a revogação do pacote. A luta é grande e o importante é que vocês não estão sozinhos", destacou o diretor.  “Vamos lutar juntos para que os direitos dos servidores sejam respeitados e o atendimento à comunidade seja prestado com qualidade”, complementou o diretor do SIMERS. Outra questão que preocupa é o fato de a prefeitura querer disciplinar a jornada de trabalho dos servidores, especialmente os médicos especialistas que fizeram concurso para 8 horas semanais. Caso seja cumprida a Ordem de Serviço nº 02/2017, os médicos prestarão seus serviços ao longo dos cinco dias úteis da semana. “Com mais esta determinação contra os servidores públicos, é possível que esses profissionais peçam exoneração e a população volte a ficar sem a assistência de especialistas no município”, destaca Gonzales.

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