A Medicina

Enquanto estrangeiros atuam sem Revalida, médicos brasileiros ganham mais uma avaliação

23/05/2016 14:37

Ao lado do presidente do Inep, Luiz Roberto Curi, e do secretário executivo do MEC, Luiz Cláudio Costa, o então ministro, Aloizio Mercadante, anuncia a nova avaliação para os cursos de Medicina
Ao lado do presidente do Inep, Luiz Roberto Curi, e do secretário executivo do MEC, Luiz Cláudio Costa, o então ministro, Aloizio Mercadante, anuncia a nova avaliação para os cursos de Medicina
Antes de deixar a Presidência da República, Dilma Rousseff prorrogou o Mais Médicos e, diferentemente do planejado pela lei que criou o programa, não foi instaurada a exigência de revalidação do diploma de Medicina para os profissionais estrangeiros. Ou seja, o conhecimento desses médicos que vêm do exterior para atuar na saúde básica continuará a não ser atestado através do exame aplicado por universidades públicas. Por outro lado, os futuros médicos brasileiros ganham mais um exame para poder trabalhar. No último mês, foi divulgado que a partir de agosto todos os alunos de cursos de Medicina do Brasil terão de ser avaliados periodicamente, e só receberão o diploma se atingirem a nota mínima estipulada. A medida, que poderia ser vista como um zelo adicional diante da proliferação de faculdades pelo país, acaba sendo na prática uma discriminação aos brasileiros, que precisam provar a toda hora seu valor, enquanto os estrangeiros podem atuar livremente sem Revalida. Mesmo com a troca de governo, o Ministério da Educação confirmou ao SIMERS que a Avaliação Nacional Seriada dos Estudantes de Medicina (Anasem) “está prevista na lei do programa Mais Médicos, portanto segue em vigor”. Segundo o MEC, as provas buscam avaliar “a incorporação de conhecimentos, habilidades e atitudes necessários a prática médica pelos graduandos durante o processo formativo” e será aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) aos estudantes do segundo, quarto e sexto anos dos cursos. A questão que fica é: se o ministério não confia na educação oferecida pelas faculdades de Medicina, porque autoriza tantos novos cursos pelo País?
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