O Médico

Evento traz discussão sobre as perspectivas profissionais dos jovens médicos

03/10/2016 17:42

Argollo respondeu a diversas perguntas dos acadêmicos presentes no evento. Foto: Divulgação/SIMERS
Argollo respondeu a diversas perguntas. Foto: Divulgação/SIMERS
Depois de longos anos de estudos e aperfeiçoamento, chega a hora de se formar em Medicina. Mas e agora, o que fazer? A dúvida é comum entre os jovens médicos, preocupados com as perspectivas que o mercado de trabalho pode oferecer e, não menos, com as limitações impostas. Para responder a essa e outras perguntas, a Liga do Cérebro da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) promoveu o evento “Formei, e agora? O mercado de trabalho na medicina”. Realizado no sábado (1º), o encontro contou com a presença de profissionais como Paulo Argollo Mendes, presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS). Além dele, a discussão também teve a presença de Jefferson Piva, coordenador das Câmaras Técnicas do CREMERS, Salvador Gullo Neto, diretor de provimento de saúde da Unimed de Porto Alegre, e Jefferson Braga, diretor da Faculdade de Medicina da PUCRS e mediador da conversa. Em sua fala, Argollo destacou que o mercado médico, assim como tantos outros, está em constante transformação. “A gente tem a ideia romântica de que vai sair da faculdade e ter o próprio consultório, mas essa é uma realidade cada vez menos comum”, completou. Ainda assim, ele acredita que a profissão compensa para quem tem vocação e realmente gosta do que faz. Uma das principais mudanças que o presidente do SIMERS aponta no mercado é o aumento da concorrência, criado pela abertura de um grande número de cursos de Medicina. Para ele, o problema são as condições precárias oferecidas para quem ocupa essas vagas. Além da carga horária reduzida, a estrutura hospitalar oferecida aos alunos é precária. Na sequência, Piva falou sobre o cenário das especialidades e listou as áreas de emergência, pediatria, UTI, anestesia e radiologia como aquelas que ainda possuem maior demanda. Já Gullo Neto finalizou a mesa de conversa abordando a realidade do mercado de saúde suplementar, que inclui empresas de autogestão, de medicina de grupo, seguradoras e cooperativas.

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