A Luta

Federação Médica Sul-Brasileira debate o exercício da medicina na atual conjuntura política do País

02/08/2016 13:23

DSC_0150O encontro aconteceu na noite de sexta-feira (29/07) e na manhã de sábado (30/07) no Hotel Plaza São Rafael, Centro de Porto Alegre. Presidentes e representantes da categoria médica dos três Estados do Sul do Brasil estiveram presentes debatendo temáticas da medicina. Predominou a discussão sobre política e o andamento das negociações com relação à área da saúde em amplitude nacional. Foi enfatizada a preocupação com a posição do novo Ministro da Saúde, o engenheiro Ricardo Barros que, entre outras modificações, quer acabar com a gratuidade no SUS e não considera necessário aumento de verbas para a saúde. O município de Rio Grande, por exemplo, representado pelo Presidente do Sindicato Médico do Rio Grande (Simerg), Horácio Brum, destacou os problemas relacionados à Santa Casa. “O Hospital atende todos os 23 municípios da zona sul, e estamos fazendo um grande esforço para manter a entidade que, atualmente, está sobre intervenção da prefeitura e do Ministério Público, por causa das dívidas do Estado com o Município”, destacou o presidente. Ano passado foram fechados leitos e os salário dos médicos parcelados. Em março deste ano o déficit ultrapassava R$ 300 milhões. O vice-presidente do Sindicato Médico de Santa Maria (Sindomed), João Carlos Veronese, falou sobre o cumprimento da carga horária, que vem sendo debatida por parte dos médicos e gestores dos hospitais. As negociações permanecem em todos os âmbitos, mas para o presidente do Sindicato Médico de Santa Catarina (Simesc), Vânio Lisboa, o mais preocupante é ajustar o Sistema Único de Saúde. “Estamos precisando de mais gestão, mais financiamento, mais verba, mais equipamentos hospitalares e de atendimento básico”. Ele acrescentou que não é justo ver o cidadão chegar na porta do hospital e ter a cirurgia transferida porque faltou equipamento, ou anestesia, ou remédio. Quem mediou o diálogo foi a vice-presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) e também presidente da Federação Médica Sul Brasileira, Maria Rita de Assis Brasil. Para ela, é extremamente importante a troca de informações entre a categoria. “Sem dúvida este encontro faz com que relatemos nossas experiências para que assim possamos fazer avaliações da área da saúde. Precisamos estar contextualizados com nossas pautas para ter um consenso para nos posicionarmos”, ressaltou a presidente. O próximo encontro ficou marcado para o mês de novembro no município de Porto Alegre.
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