A Medicina

Grandes invenções da medicina: você já imaginou como era fazer uma cirurgia sem anestesia?

16/02/2017 14:37

Card-3-Anestesia_Wordpress-sem-texto Você já imaginou como eram as cirurgias antigamente? Certamente pensou como eram dolorosas. Cirurgias mais invasivas, como operar o tórax, abdômen ou até mesmo o crânio eram impossíveis em função da dor que causavam nos pacientes. Até o século XIX, os métodos anestésicos eram insuficientes e qualquer procedimento invasivo significava dores muito fortes. Leia mais matérias da série Grandes Invenções da Medicina Até aquele momento, a única forma conhecida de diminuir a dor era feita à base de álcool e pólvora, utilizada via oral. Várias alternativas não muito eficientes eram usadas: plantas medicinais, gelo, bebidas alcóolicas para embriagar o paciente e até mesmo hipnose. Se nada disso adiantasse, a força era usada, imobilizando os pacientes. Os mais sortudos desmaiavam. Apenas em 1831 um método eficiente de anestesia foi descoberto. Naquele ano, foi descoberta a anestesia com clorofórmio, elaborada por um médico escocês, chamado James Young Simpson. Seu uso era feito por inalação e era utilizada em obstetrícia para diminuir as dores causadas pelo parto e em cirurgias gerais. A novidade, na época, foi um avanço para a Medicina, pois dava ao médico mais tempo para realizar os procedimentos sem que o paciente sofresse e ficasse se contorcendo na mesa cirúrgica. Na época, o elemento também era usado em festas, dando um efeito de euforia, que acabava rapidamente e fazia com que as pessoas o inalassem cada vez mais. Drogas como “lança-perfume” têm o clorofórmio na composição. Em 1846, a anestesia com éter também passou a ser usada, principalmente nos Estados Unidos. A inalação dos elementos fazia com que as pessoas dormissem, tornando-as inconscientes à dor. Graças aos anestésicos modernos, cirurgias que antes eram feitas somente em situações extremas se tornaram rotina. Atualmente, são usados dois tipos de anestesias: endovenosa e inalante. Na primeira opção, a substância é injetada na veia, se distribuindo pelo organismo. Na segunda opção, a substância é vaporizada e inalada. A droga vai até o pulmão, entra na corrente sanguínea e segue para todo o organismo, chegando ao cérebro e bloqueando a sensação de dor. Nos dois tipos, ela é composta por três medicamentos: um que faz o paciente dormir, um para mantê-lo imóvel e um que combate a dor. Banner-MUHM
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