A Luta

Grandes invenções da medicina: você sabia que o primeiro marcapasso era feito de agulha, molas e manivela?

29/03/2017 16:45

Card 10 - Marcapasso_Wordpress sem texto Já pensou em ter seus batimentos cardíacos regulados por uma máquina que funciona com o giro de uma manivela fora do seu corpo? Um dos primeiros marcapassos funcionava desta forma: era uma máquina externa, com um mecanismo de molas, que fornecia estimulação através de uma agulha cardíaca — introduzida diretamente no coração. Leia mais matérias da série Grandes Invenções da Medicina Esse equipamento pesava cerca de sete quilos e era movido por um relógio, que precisava de corda a cada seis minutos. Esse tratamento foi utilizado pela primeira vez em 1932, pelo médico Albert Heyman, que tratou um paciente portador de bloqueio cardíaco. Porém, quem ficou conhecido como o pai do marcapasso moderno foi o engenheiro Wilson Greatbatch. Ele criou o aparelho, quase por acaso, na década de 50, enquanto construía um equipamento para gravar sons do coração. Durante a construção ele pegou o resistor errado de uma caixa, e, ao montar o dispositivo, o pesquisador percebeu que estava simulando os batimentos do coração, ao invés de registrá-los. O engenheiro percebeu que o aparelho poderia restaurar os batimentos de um coração irregular, através do envio pulsos elétricos. Dois anos depois, Greatbatch e o cirurgião William Chardack implantaram o primeiro marcapasso cardíaco no coração de um cachorro. Em 1960, o dispositivo já era usado por dez pacientes que apresentavam problemas cardíacos. O sueco Rune Elmqvist também é reconhecido como o inventor do marcapasso. Por encomenda do cirurgião Ake Senning, este engenheiro de aparelhos médicos inventou um aparelho do tamanho de um disco de hockey, com apenas dois transistores. O dispositivo foi implantado com sucesso no ano de 1958, em Arne Larsson, que sofria uma doença de bloqueio cardíaco, conhecida como síndrome de Stokes-Adams. Atualmente o marcapasso pode ter o tamanho de uma moeda e milhões de transistores. O dispositivo é implantado no corpo do paciente, envolto em uma cápsula de metal (normalmente titânio) e é capaz de monitorar o ritmo cardíaco e estimular o coração, impedindo que a freqüência cardíaca seja reduzida abaixo de determinados limites - salvando milhões de vidas. Hoje existem muitos modelos diferentes de marcapassos, aplicáveis para cada caso, e, cada tipo de paciente. Banner-MUHM
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