A Medicina

Medicina da Dor: uma nova especialidade na medicina

17/05/2017 17:25

Foto: Shutterstock
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Os anos passam e a Medicina evolui cada vez mais, porém não apenas por causa da modernização tecnológica. Novas especialidades e áreas de atuação contribuem para esse desenvolvimento. Um desses novos campos, divulgado, em 2011, através de uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), publicado no Diário Oficial da União, é a medicina da dor. Essa área médica, que visa aliviar a dor e aumentar a qualidade de vida dos pacientes que convivem com dores crônicas, está ganhando cada vez mais espaço no mercado, com clínicas especializadas e profissionais que trabalham em hospitais. A dor é uma das principais queixas para a procura por atendimento médico. Algumas vezes, quando as alternativas médicas tradicionais não conseguem sanar em definitivo uma determinada dor, os próprios médicos indicam o tratamento para especialistas em medicina da dor, principalmente se o problema for crônico. Foi exatamente isso que aconteceu com o empresário Marco Dias, de 38 anos. “Fazia um tempo que estava com dor na lombar e não sanava com anti-inflamatórios receitados. Fui a um ortopedista que realizou exame de imagem para ver o tipo de lesão, recomendou um medicamento e fez o encaminhamento para um médico da dor”, conta Dias. O empresário fez o tratamento durante os meses de setembro, outubro e novembro do ano passado, indo consultar duas vezes por semana. O tratamento envolveu mais de um tipo de acupuntura, dentre outras técnicas. Depois dos meses estipulados para o tratamento, Dias se viu livre da dor. A medicina da dor é um campo novo de atuação no Brasil. Os primeiros centros especializados surgiram em meados da década de 70. Naquela época, apenas as especialidades de anestesiologia e neurologia eram reconhecidas como atuação em dor. A partir da resolução do CFM, as especialidades de neurocirurgia, fisiatria, reumatologia, ortopedia e acupuntura também foram consideradas. “O especialista em dor tem a habilidade de avaliar o paciente com dor crônica em toda a sua dimensão, abrangendo os componentes sensitivos, emocionais e comportamentais individualizando o tratamento conforme a predominância de cada um desses componentes em cada paciente. Ele é capaz de avaliar e diagnosticar todas as doenças que tenham a dor como o principal ou um de seus sintomas”, explica o presidente da Sociedade Gaúcha para Estudo da Dor (SOGED) e coordenador do Ambulatório de Neuromodulação do Serviço de Tratamento da Dor e Medicina Paliativa do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Leonardo Botelho. O tratamento consiste em uma série de métodos para procedimentos específicos de cada paciente. “O especialista em dor associa o melhor conjunto de técnicas terapêuticas embasadas em evidência para tratamento de cada paciente de forma individualizada. Os tratamentos consistem em medicamentos, técnicas físicas, fisioterápicas, psicoeducação, acupuntura, estimulação intramuscular ou transcutânea, infiltrações de medicamentos, bloqueios, técnicas neuromodulatórias invasivas e não invasivas”, esclarece Botelho. O treinamento na área de atuação em dor demanda um ano de estudos exclusivos em pacientes com problemas crônicos, após o término na residência um uma das especialidades consideradas dentro da área de atuação.
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