Sindicato Médico do Rio Grande do Sul - Simers
A Luta

Médicos são impedidos de operar por falta de roupas no Hospital Universitário de Canoas

17/01/2019 00:00

O Simers recebeu a informação de que médicos estão sendo impedidos de operar por falta de roupas no Hospital Universitário de Canoas. A situação ocorreu na manhã desta quinta-feira (17) no centro obstétrico. 

Conforme as informações apuradas pela entidade médica, por economia, a direção do hospital está fornecendo apenas dois kits de roupa por procedimento – enquanto o ideal seriam pelo menos três. Para o presidente do Simers, Marcelo Matias, a falta de insumos mínimos para a realização de procedimentos coloca em risco a saúde das pacientes. “Não podemos aceitar que a ausência de material provoque a redução da equipe e, consequentemente, da capacidade técnica disponível para atender os pacientes cirúrgicos”, alertou. 

A assessoria de imprensa do Simers fez contato com a Prefeitura de Canoas para obter uma resposta sobre o caso. A gestão municipal informou que desconhecia o cenário e, até o fechamento desta reportagem, não se manifestou.

Médicos se reúnem em assembleia às 19h

Os médicos das unidades antes administradas pelo Grupo de Apoio à Medicina Preventiva (Gamp) - dois hospitais (Pronto Socorro de Canoas e Hospital Universitário), duas UPAS e 4 CAPS – se reúnem em assembleia extraordinária nesta quinta-feira (17). 

A plenária está marcada para às 19h, no auditório do HPSC (rua Caçapava, 100, em Canoas). O Simers destaca que, mesmo após a intervenção do município, segue o receio sobre as condições de atendimento da população. 

Um dos motivos é a insegurança sobre o futuro da saúde no município, após o fim do processo, que teve início em 6 de dezembro de 2018 e tem prazo de 180 dias. Os médicos exigem um planejamento claro antes da conclusão da intervenção. A preocupação é evitar "qualquer chance de descontinuidade dos serviços". 

Na pauta da assembleia, estão ainda problemas que se tornaram rotina dos médicos, como o atraso no pagamento das férias, as distorções nos contracheques e a supressão de gratificações. Os salários de dezembro foram pagos. O Simers ressalta que os profissionais pretendem mapear todas as irregularidades e definir formas de mobilização.

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