Sindicato Médico do Rio Grande do Sul - Simers
A Luta

Número de casos de diabetes quadriplica em 34 anos

28/12/2016 13:37

A rotina acelerada e a falta de tempo para cuidar da alimentação e do corpo podem cobrar um alto preço. Desde 1980, o mundo viu os índices ligados ao diabetes quadruplicarem. De 108 milhões, o número de pessoas acometidas pela doença passou para 422 milhões, em 2014. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS) e mostram um cenário de alerta. Para o diretor científico da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (Socergs), médico Daniel Souto Silveira, o aumento no número de casos de diabetes tem relação direta com a obesidade. Em entrevista ao Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS), ele explica que, à medida que uma pessoa ganha peso, cresce também a resistência do organismo à insulina. As consequências são as mais diversas. “O diabetes aumenta a chance de infarto, de derrame e de doenças circulatórias dos membros inferiores. Além disso, é uma das principais causas que leva as pessoas à hemodiálise, pela falência dos rins. Junto com a pressão alta, também está entre as principais causas de insuficiência renal”, detalha Silveira. Mas se no passado diabetes era sinônimo de ter poucos anos de vida pela frente, atualmente, o cenário é bastante diferente. Com o tratamento certo e os exames laboratoriais em dia, é possível diminuir a chance de ocorrência de problemas colaterais. Ou seja, o acompanhamento médico é fundamental. infografico-diabetes-simers

Tipo 1 x tipo 2: qual é a diferença?

O pâncreas é o órgão responsável pela produção da insulina, um hormônio importante para o organismo humano. Em condições normais, ele é produzido quando o nível de glicose no sangue sobe. Assim, a taxa de açúcar no sangue volta ao normal. Para quem tem diabetes, esse processo fica prejudicado. No caso do diabetes tipo 1, o pâncreas deixa de produzir a insulina (ou diminui drasticamente a produção), o que costuma ocorrer ainda na infância ou adolescência. Como consequência, a glicose fica no sangue e não é consumida como energia. “Já o tipo 2, em um primeiro momento pela obesidade visceral da região do abdômen, acontece um aumento da resistência à ação do hormônio. Ou seja, o corpo tem insulina suficiente, mas ela não consegue agir por conta da obesidade. São doenças que, apesar terem o mesmo nome, possuem algumas características diferentes”, explica o cardiologista.

Cuidados para evitar o diabetes

Para diminuir as chances de que o diabetes passe a fazer parte da sua rotina, não existe segredo: pratique exercícios físicos com regularidade e invista em uma alimentação mais saudável e balanceada. Frutas, verduras e peixes devem fazer parte do cardápio. Ao mesmo tempo, vale diminuir o consumo de carboidratos, a exemplo de pães e massas. Outro cuidado é evitar o consumo de bebidas açucaradas. Segundo estudo publicado pela European Society of Endocrinology, 400 ml de refrigerantes ou sucos de néctar por dia são suficientes para duplicar o risco de desenvolver diabetes. Diferente do que é comum imaginar, apostar em uma versão diet ou zero não isenta desse risco. Para quem possui histórico familiar da doença, Silveira indica cuidado redobrado com a alimentação e exercícios. Além, é claro, da realização periódica de exames – especialmente a partir dos 30 anos.

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