A Medicina

O segredo de quem passou aos 18 anos em 11 vestibulares de medicina

29/01/2016 17:14

12659676_1011042358965831_20763630_n “Dei muita garra, lutei, me dediquei, porque era aquilo que eu queria. Sempre olhei para o futuro. Meu objetivo não era fazer vestibular, meu objetivo é ser médico!” É assim que Vitor José da Silva Classmann, 18 anos, se define. O estudante que passou em 11 vestibulares para medicina é natural de São Martinho, cidade com 5.800 habitantes, localizado na região Noroeste do estado. “A família do meu pai é de advogados, então cresci ouvindo do meu avô paterno que o sonho dele era que algum neto fosse médico, ‘o Vitor vai ser médico’ e fui me acostumando com a ideia. No ensino médio fiquei na dúvida entre medicina e engenharia, tinha tendência para exatas. Ficava me imaginando no ambiente de trabalho, no escritório, em obras, máquinas e percebi que não me via nesse contexto. Já trabalhando em hospitais, com pessoas, estudando pra ser útil é uma coisa que me motiva”, destaca Vitor. Entre as 11 faculdades que passou, o estudante optou pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). “Sou ambicioso! Escolhi a Fundação pelas especialidades que ela é referência: oncologia, transplantes, psiquiatria, cirurgias. Provavelmente vou para a Clínica. Hospital é o que me motiva”. O sucesso no vestibular de medicina não veio na primeira tentativa. “Quando saí do 3º ano, fiz alguns vestibulares. Sempre tive consciência que não seria fácil entrar para a faculdade de medicina, por isso sempre fui esforçado para não precisar de cursinho. Estudei em escola pública até a 5ª serie. Depois ganhei uma bolsa para estudar em uma escola particular na cidade de Três de Maio. Me dediquei muito. Queria passar direto, mas consegui ser aprovado apenas na UNIVATES, em Lajeado. Como minha família não tem condições, tive que fazer um ano de cursinho em POA pra conseguir ser aprovado na Fundação”. O segredo: Vitor revela como conseguiu ser aprovado num curso tão concorrido e em 11 faculdades. “Fiz cada prova como se fosse única, tanto que não ia para a prova pensando ‘ah, vou pra passar’. Via como uma possibilidade. Encarei o vestibular como um degrau, não como um monstro. Nas faculdades particulares fiz mais por experiência. Inclusive achava que não ia passar em nenhuma delas.” Das 11 faculdades que Vitor foi aprovado, três são públicas.
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