A Luta

Pacientes ficam deitados no chão do PACS enquanto 242 leitos permanecem ociosos no Hospital Parque Belém

17/05/2016 17:17

  160517_Vistoria Hospital Parque Belém_Juliane Soska (61)Enquanto pacientes ficam deitados no chão em unidades como o Pronto Atendimento Cruzeiro do Sul (PACS), 242 leitos seguem ociosos no Hospital Parque Belém, em Porto Alegre. O contraste destas realidades foi verificado pelo Sindicato Médico do RS (SIMERS) ao participar, na manhã destaterça-feira (17), de vistoria da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde. O órgão suspendeu a interdição realizada na última semana, quando foram apontadas irregularidades na internação psiquiátrica, bem como instalações físicas infestadas de cupins e danificações no teto, paredes e piso. O SIMERS identificou que a maior inconsistência é a desocupação dos espaços que poderiam abrigar pacientes de todo o Rio Grande do Sul. O diretor Jorge Eltz percorreu alas vazias e salas de UTI e pronto atendimento, que nunca receberam pacientes. “É inadmissível que em um hospital com estrutura adequada, leitos de UTI, emergência e internação sejam fechados enquanto é exatamente isto que falta em Porto Alegre. A Secretaria Municipal de Saúde tem que encontrar uma solução. Este hospital não pode permanecer fechado”, disse o sindicalista. Apenas na área destinada a UTI, fechada há mais de um ano, são 20 leitos vazios, sem uso. Equipamentos que ajudam a monitorar pacientes precisam ser mantidos ligados para não avariar as baterias. De acordo informações obtidas no local, em todo o hospital, apenas 16 pacientes estão internados atualmente. O Parque Belém foi reformado para funcionar como retaguarda para as emergências dos maiores hospitais da capital, mas isso nunca funcionou. A instituição, que é privada, vivia uma crise financeira há pelo menos três anos.    
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