Sindicato Médico do Rio Grande do Sul - Simers
A Luta

Reunião não sinalizou avanços para o pagamento dos honorários atrasados no HNSG

08/07/2016 19:43

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                                                                                           Foto: Divulgação/ SIMERS
Na tarde da última quarta- feira (06), o diretor do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, André Gonzales, acompanhado da assessoria jurídica da entidade, se reuniu com o Secretário da Saúde de Canoas, Marcelo Bósio, com o Superintendente do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG) e diretoria técnica e administrativa da instituição, na Secretaria de Saúde do município. Durante o encontro, foi discutido o volume de atrasos dos honorários médicos, alguns passando de 28 meses, situação que o SIMERS já havia divulgado em reportagem anterior. O Sindicato também entregou um oficio solicitando que num prazo de sete dias o hospital estabeleça um cronograma de pagamento dos atrasos. O Sindicato foi convidado a participar reunião da diretoria do hospital com o corpo clínico, que está agendado para o dia 21 de julho, no auditório do próprio HNSG. Pela secretaria, foi dito que os contratos com maior número de atrasos, 28 e 30 meses, não foram originados por responsabilidade do hospital, e sim, por conta do pedido formal de alguns médicos, em assembleia geral, para que a forma de contrato antes estabelecida fosse alterada e alguns ainda não buscaram essa alteração jurídica.  Dessa forma, o SIMERS se comprometeu em auxiliar os profissionais que ainda estão nessa situação ou buscar outra forma para que os honorários sejam quitados o mais rápido possível. Em relação aos demais atrasos, que variam de cinco até dez meses, além dos investimentos e empréstimos feitos, exclusivamente, pelas áreas de oncologia, oftalmologia e urologia, Bósio reconheceu os atrasos e afirmou que pode se comprometer de repassar todo o mês, pelo menos, uma dessas competências, com a justificativa de não deixar crescer o débito.  Porém, o SIMERS entende que esses valores continuarão aumentando, pois o mês efetivamente trabalhado pelos prestadores não será quitado no mesmo tempo em que será repassada uma competência dos atrasados. A Secretaria também alega que não consegue manter data fixa para os repasses, pois vem recebendo do Estado no último dia útil do mês. Já do Ministério da Saúde, a verba é recebida entre os dias dez e quinze do mês seguinte. Portanto, a Secretaria precisa compor a receita para repassar aos prestadores. Além da proposta de solucionar a questão dos atrasos, no ofício entregue pelo SIMERS, há a solicitação que nenhuma alteração fosse feita na emergência do hospital para reduzir o quadro de pessoal, principalmente médicos plantonistas. Questionada pela entidade sobre essas mudanças, a direção do HNSG afirmou que, por enquanto, estão analisando os impactos de qualquer alteração com a checagem dos dados estatísticos levantados pelo hospital. Garantiram que as normas éticas serão respeitadas para o exercício da medicina.

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