A Luta

Sapucaia do Sul: insegurança abala médicos da Fundação Hospitalar Getúlio Vargas

13/12/2017 16:31

Reunião foi comandada pelo Diretor do Simers, André Gonzales. Foto: Guilherme Tubino/Simers
Reunião foi comandada pelo Diretor do Simers, André Gonzales. Foto: Guilherme Tubino/Simers
A insegurança assombra mais um hospital no Estado. Nos últimos dias, médicos e outros funcionários da Fundação Hospitalar Getúlio Vargas (FHGV), em Sapucaia do Sul, trabalham desafiando o medo. No plantão noturno do último sábado (09/dez), uma médica foi agredida dentro da casa de saúde por uma paciente psiquiátrica, na porta da emergência. Em reunião na tarde desta segunda-feira (11), na sede do Simers, os médicos que trabalham no local relataram a falta de guardas no hospital, além de outros problemas que contribuem para que episódios de violência continuem acontecendo. O hospital atende desde casos de baixa complexidade até emergências que exigem tratamento médico imediato. A triagem acaba não encaminhando os pacientes menos graves para unidades de saúde como a UPA, pois está sendo feita por um técnico de enfermagem, ao contrário do que estabelecem as normas do Ministério da Saúde. Outro problema relatado pelos médicos é o fato de os consultórios da emergência estarem localizados em frente à sala de espera. Os pacientes controlam o tempo entre uma chamada e outra e, muitas vezes, invadem os consultórios pedindo atendimento imediato, ignorando a classificação de risco. Para solucionar essa situação, uma nova emergência está em construção. No projeto, consta um painel eletrônico de chamadas, que ajudaria a sanar a tensão por atendimento. Diante dessas questões, o Simers irá agendar, com urgência, uma reunião com a direção da FHGV. O objetivo é reforçar o pedido para a colocação de um profissional de segurança na emergência de adultos – que já havia sido feito pelo coordenador médico da emergência. E também enfatizar a importância de um enfermeiro na realização da triagem. A entidade médica entrará em contato com o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) para denunciar o desvio de função. Faltam médicos e aparelhos Durante o encontro, os médicos apontaram a escassez de profissionais e aparelhos para a realização de exames. As maiores carências são de anestesistas, pediatras e médicos rotineiros.  A FHGV é referência para casos de AVC – entretanto, o tomógrafo está estragado, colocando em risco a assistência de pacientes que necessitam deste tipo de suporte. Cobrada pelo coordenador médico, a coordenação administrativa do hospital alega que o problema será resolvido ainda nesta semana."
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