A Luta

SIMERS, Abrasus e Câmara Municipal debatem situação do Hospital Psiquiátrico São Pedro

11/08/2016 15:10

Edificação centenária do Hospital Psiquiátrico São Pedro
Edificação centenária do Hospital Psiquiátrico São Pedro
“Hoje se vive um mito de que não existem internados dentro do Hospital São Pedro”. A afirmação é do Diretor Técnico do Hospital, Gilberto Brofman, salientando a importância da sociedade em saber que existe, sim, um trabalho realizado dentro do complexo visando à saúde mental. A situação do hospital foi debatida na terça-feira (2), em reunião que contou com a presença do Sindicato Médico do Estado (SIMERS), da Associação Brasileira em Defesa dos Usuários de Sistema de Saúde (ABRASUS), da Secretaria Municipal de Saúde, com a Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara de Vereadores, diretores e médicos do Hospital São Pedro. O diretor do SIMERS, Bruno Costa, alertou sobre a ideia da comunidade entender que não há necessidade da existência do São Pedro. “O Hospital São Pedro não pode fechar as portas de jeito nenhum, primeiro pela assistência à saúde, segundo pelo fato do São Pedro ser tradicionalmente um Centro de Formação dos Profissionais de Saúde Mental, terceiro porque existem pacientes internados”, falou o diretor. Como instituição de ensino, há 28 anos o São Pedro conta com Residência em Psiquiatria e Residência Multidisciplinar em Saúde Mental.  São cerca de 200 alunos de graduação e pós-graduação que possuem convênios de ensino e treinamento com as principais Universidades do Estado.
Imprensa acompanha reunião dos gestores no hospital
Em 1960, cinco mil pacientes moravam no Hospital São Pedro, mas desde 1980 não se recebem pessoas para residir no local. Hoje estão no complexo 140 idosos que contam com atendimento psíquico e social, pois além de receber todo o tratamento ainda desenvolvem atividades que incluem oficinas de criatividade valendo-se de técnicas de arte e literatura. Além de dar auxílio a esses internados, o Hospital presta atendimento a dependentes químicos, pacientes agudos, atuação no Centro Integrado de Atenção Psicossocial (infância e adolescência), serviço de emergência psiquiátricas e unidade de observação, prestando atendimento à aproximadamente quatro mil pessoas por mês. A Instituição também recebe pacientes ambulatoriais de diversas cidades. Brofman explicou que quando existe um caso de saúde mental mais grave, o município encaminha o paciente para o Hospital São Pedro. No local é realizada a primeira consulta e, após o diagnóstico, recebe o tratamento inicial. Depois de estabilizado - em torno de 20 dias -  o paciente é devolvido para os cuidados da Gestão Municipal, assim abre-se uma nova vaga para receber um novo indivíduo‘’, relatou Brofman.  Por ano, O Hospital Psiquiátrico São Pedro presta atendimento ambulatorial a aproximadamente 50 mil pessoas.
Pacientes participando das oficinas de artes
Pacientes participando das oficinas de artes no hospital
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