Sindicato Médico do Rio Grande do Sul - Simers
A Luta

SIMERS discute manutenção de HPPs com Famurs

30/08/2017 08:34

A manutenção dos Hospitais de Pequeno Porte (HPPs) foi tema de debate entre o presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS), Paulo de Argollo Mendes, e o presidente da Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs), Salmo Dias de Oliveira. O encontro ocorreu nesta terça-feira (29) na sede do SIMERS. Também esteve presente o secretário estadual de Transportes, Pedro Westphalen. Para Argollo, a definição da Secretaria Estadual de Saúde (SES/RS) em encaminhar gestantes para instituições que são referência em cada região do Estado pode gerar, na prática, desassistência à população. “Esses HPPs funcionam como referência para um grande número de municípios no entorno, que não têm hospital. A centralização dos partos cria mais um problema, uma vez que hoje já não há leitos suficientes nos hospitais de referência”, argumentou. Para o SIMERS, a estratégia deveria focar em investimento nas estruturas destes locais, em vez de desativar serviços. Com a restrição de partos e sem o respectivo aporte financeiro, as instituições poderão fechar, deixando de assistir a população em outras áreas. Além disso, a transferência de pacientes gera mais espera e o deslocamento implica em outros fatores que induzem à ambulancioterapia, assim como amplia os riscos dos pacientes.

Justificativa equivocada

O SIMERS fez um estudo e verificou que a justificativa da SES/RS, que afirma ser expressivo o número de óbitos de crianças nestas instituições, não confere com os dados encontrados. Também não procede a falta de médicos pediatras e anestesistas nos HPPs. “É preciso garantir que os hospitais de referência realmente funcionem e não estejam superlotados. Do contrário, vamos fechar um serviço que está funcionando bem para criar um grande problema na saúde”, ponderou Argollo.

Mudança no modelo de contratação

Além disso, foi discutida no encontro a proposta do SIMERS para que a contratação de médicos possa ocorrer por metas em vez de se dar por carga horária. “Isso resolveria o problema da maior parte dos municípios, que contam com dificuldades na contratação de profissionais”, ressaltou o dirigente.

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